“Essa é uma operação casada com uma linha midiática”, diz Rui ao defender Wagner de acusação da PF

Postado em fev 26 2018 - 3:08pm por Jornal da Chapada
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Rui se refere à TV Bahia, que estava a postos, em frente ao escritório da Parceria Inteligente, onde a PF cumpriu mandados | FOTO: Reprodução |

Embora não tenha sido vinculado à Operação Cartão Vermelho, o governador Rui Costa (PT) saiu em defesa de seu antecessor, o atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT). O titular da SDE foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (26), sob acusação de receber R$ 82 milhões da Odebrecht por meio do superfaturamento do contrato de demolição e reconstrução da Arena Fonte Nova (saiba mais aqui). Mas para Rui, essa investigação da Polícia Federal (PF) possui caráter parcial.

“Até me estranho uma das TVs ter tido acesso privilegiado em relação ao resto da imprensa a essa informação e ter chegado uma hora antes nos locais aonde a polícia chegou pra executar a operação. Então, nitidamente, essa TV teve a informação não sei quantos dias antes. O que mostra que essa é uma operação casada, com uma linha midiática da propaganda negativa no ano eleitoral”, critica o governador.

Rui se refere à TV Bahia, que estava a postos, em frente ao escritório da Parceria Inteligente, onde a PF cumpriu mandados. Os agentes também estiveram nos prédios da Casa Civil, SDE e demais residências e endereços comerciais dos envolvidos. Quanto às acusações contra Wagner, Rui defendeu o correligionário. “Eu tenho absoluta confiança na lisura de tudo que foi feito porque conheço, há 35 anos, o governador Jaques Wagner. Da sua lisura, da sua correção e o processo de investigação comprovará esse processo de lisura do que foi feito”, afirmou o petista, ressaltando que o estádio da Fonte Nova “foi o mais barato entre todos que foram construídos no Brasil”.

Em comunicado enviado à imprensa, Rui não mencionou o atual secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, que também foi alvo da Cartão Vermelho. Na época, ele era auxiliar da pasta e foi identificado como responsável pelo desenho da parceria público-privada, que se tornou alvo da investigação. De acordo com a PF, parte do montante pago pela Odebrecht foi destinada para a campanha de 2014, que elegeu Rui Costa na Bahia. Mas, de acordo com a corporação, o governador não foi atrelado às irregularidades. As informações são do Bahia Notícias.

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