#Vídeo: Defensor público toca e canta versão ‘Hey Joe’ de O Rappa para comover júri

Postado em mar 29 2018 - 4:39pm por Jornal da Chapada
juri

A cena inusitada foi gravada a pedido do defensor e viralizou na internet | FOTO: Divulgação | 

“Hey Joe. Onde é que você vai com essa arma aí na mão? Hey Joe. Esse não é o atalho pra você sair dessa condição! Dorme com tiro acorda ligado. Tiro que tiro trik-trak boom para todo lado… Também morre quem atira…”. Com o violão nas mãos, o defensor público Rodrigo Antônio Stochiero Silva apelou para a canção ‘Hey Joe’, versão da banda O Rappa para a obra imortalizada por Jimi Hendrix, na tentativa de comover o júri popular de Luan Veríssimo Valadares, 27 anos, na semana passada, em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul.

A cena inusitada foi gravada a pedido do defensor e viralizou na internet. No entanto, não surtiu o efeito esperado já que o réu foi condenado a 13 anos pelo assassinato de Nuno Mayerson Leal Pereira Toledo, ocorrido em 2014. O defensor é conhecido pelas “defesas incomuns”. Em julgamento recente, chegou ajoelhar e chorar para a família da vítima. Desta vez, consta nos autos que a defesa durou pouco mais de uma hora e teve como ponto alto o ‘show acústico’ do defensor.

A escolha da música pelo defensor pode estar atrelada às circunstâncias do assassinato cometido pelo réu. De acordo com o processo, Luan queria se vingar, pois Nuno teria tentado matá-lo. Mas, não conseguiu e acabou matando o irmão dele. Luan possui outras passagens pela polícia e também responde na Justiça por outro assassinato cometido no ano passado.

Juiz
O júri foi presidido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri Aloísio Pereira dos Santos. O magistrado explicou que a defesa é ampla e o defensor tem a liberdade de usar todos os meios lícitos para defender o assistido. “Ele [Rodrigo] usou o violão e poderia ter utilizado qualquer outro instrumento ao acreditar que agregaria na defesa do cliente”, enfatiza.

Sobre a cena, o juiz ainda revelou que não ficou surpreso, pois já presenciou defesas semelhantes durante a carreira. “De cartas psicografadas como argumentos a réu com chapéu de roça”, detalha. Jornal da Chapada com informações de Campo Grande News.

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