Chapada: Herança maldita de João Filho deve levar Itaberaba a devolver R$ 1,5 milhão à Caixa Econômica

Postado em fev 12 2019 - 8:56pm por Jornal da Chapada
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Por conta de obra inacabada, a atual gestão pode sofrer um duro golpe com a devolução do recurso | FOTO: Montagem do JC |

O prefeito de Itaberaba Ricardo Mascarenhas tem cortado um dobrado desde que sucedeu João Filho. Além do escândalo nacional (veja aqui), ele tem que lidar com as dívidas junto à Receita Federal, e diversos processos judiciais.

Por exemplo, o projeto social do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), prevê a construção de moradia, com infraestrutura e capacitação profissional, ofertando às famílias de baixa renda oportunidades igualitárias (ao menos próximas) no competitivo mercado do trabalho. Em Itaberaba, o projeto foi implantado em 2009 e contempla a poligonal Açude Novo, Irmã Dulce e o Empreendimento Nova Cidadania II.

Entretanto, parte disso não saiu do papel. Dos recursos destinados à obra, R$ 1,5 milhão se perderam no caminho. Descoberta pela própria comunidade, a ‘mutreta’ numa obra voltada estritamente para famílias mais vulneráveis socialmente, torna ainda mais cruel a postura da gestão do então gestor João Filho.

A descoberta da ‘mutreta’ foi simples, ao chegar na Rua 1 do Loteamento Irmã Dulce, próximo à Escola Municipal Cora Ribeiro, os construtores encontraram com uma rocha, o que é muito comum em Itaberaba. O correto seria encontrar um modo de desviar ou até mesmo implodir a rocha para continuar a obra. Mas, o buraco foi fechado e – pasmem – ‘não se falou mais nisso’. Os próprios moradores perceberam algo errado e questionaram, mais nada foi feito.

A queixa foi feita à gestão atual, que apurou a falta de manilhas no trecho mencionado. Testes foram feitos e comprovaram o fato. E o que isso significa? Significa que a gestão atual tem que concluir a obra – por sua conta – ou devolver R$ 1,5 milhão à Caixa Econômica. E tem mais: caso não cumpra uma dessas opções, a Caixa pode informar ao Ministério das Cidades, o que implicaria diretamente na suspensão de qualquer recurso destinado ao município por parte do governo federal.

Além de assumir o ‘rombo’, cabe à gestão atual refazer todo o serviço, já que o malfeito comprometeu toda a obra e causou o acúmulo de areia e detritos na rede que estava pronta.

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