#Bahia: Makota Valdina morre em Salvador aos 75 anos; governador lamenta falecimento

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Postado em mar 19 2019 - 9:22am por Jornal da Chapada

Valdina de Oliveira Pinto, de 75 anos, estava internada em um hospital da capital baiana devido a um infarto | FOTO: Divulgação |

A educadora e religiosa Valdina de Oliveira Pinto, mais conhecida como Makota Valdina, morreu na madrugada desta terça-feira (19), em um hospital de Salvador. Ainda não há detalhes das causas da morte, mas conforme amigos, ela estava há cerca de 10 dias em um hospital particular da capital baiana, onde foi internada após sofrer um infarto.

Valdina era conhecida como Makota devido ao cargo recebido no candomblé, no terreiro Angola Tanusi Junsara, localizado no Engenho Velho da Federação, bairro onde ela nasceu e desenvolveu ações educacionais. Desde a década de 1970, Valdina lutava contra a intolerância, principalmente a religiosa.

Ela sempre se posicionou na sociedade como militante e fez questão de impulsionar as mudanças na própria religião. Como ela dizia, “é preciso ser sujeito dessa história e não objeto”. O sepultamento está marcado para as 15h30 desta terça-feira, no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas.

Em postagem nas redes sociais, a Fundação Cultural do Estado (Funceb) lamentou a morte de Makota, a quem chamou de “um dos maiores expoentes da nossa Cultura Negra na Bahia e no Brasil”. “Nossa solidariedade com toda comunidade religiosa, amigos, familiares, admiradores e com toda Bahia que perde uma referência e uma liderança! Makota Valdina estará sempre entre nós!”, finaliza a postagem da Funceb. As informações são do G1.

Governador lamenta
O governador Rui Costa usou as redes sociais na manhã desta terça para lamentar a morte da líder religiosa Makota Valdina. “Hoje, com muita tristeza, nos despedimos de uma das mais importantes militantes dos direitos das mulheres e da população negra no Brasil. Aos familiares, amigos e companheiros de luta, meus sentimentos”, escreveu.

Rui lembrou, ainda, que Makota sempre esteve à frente do seu tempo e lutou contra a intolerância religiosa. “Uma mulher que exigiu respeito e garantiu visibilidade ao Candomblé. Que a Bahia continue sendo uma terra de resistência e luta pelo que consideramos essencial: paz, respeito e amor”, concluiu.

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