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“O 11 de setembro não foi nada comparado com isso”, diz médico sobre o número de vítimas nos EUA; atual epicentro da pandemia

Com mais de 100 mil casos confirmados, os americanos se tornaram o epicentro da pandemia no mundo; mais de 1.500 pessoas morreram no país.

Os casos confirmados do novo coronavírus (SARS-CoV-2) nos Estados Unidos nesta sexta-feira (27) ultrapassaram os da China, da Itália e da Espanha. Foram registrados mais de 100 mil enfermos, conforme estimativa do jornal americano The New York Times, o que tornam os Estados Unidos o epicentro da epidemia. Em termos de mortes, o país está bem atrás das três nações que, até há pouco, eram as mais afetadas pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Houve até o momento, 1.543 óbitos.

A China registrou até esta quinta-feira 81.285 casos, com 3.287 mortes. Na Itália, são 86.498 e 9.134 óbitos, e na Espanha, 64.095 casos e 4.934 mortes. Todos os 50 estados americanos registraram pelo menos um caso da Covid-19. Nova York é o estado mais atingido, com 44.635 enfermos, responde por mais de 45% do total de casos no país e confirmou 519 mortes.

“É o inferno. As pessoas chegam, são entubadas, elas morrem. O 11 de setembro não foi nada comparado com isso. Naquela época, a gente estava de plantão esperando os pacientes mas eles não chegavam. Agora, eles não param de chegar. E não se iludam achando que só os mais velhos morrem ou vão ter a doença. Os pacientes são de todas as idades”, diz um médico que trabalhou no atendimento na madrugada da última quinta (26).

Em comparação, Nova York, com 19 milhões de habitantes, tem mais casos que toda a Alemanha — que, com uma população de 82 milhões, contabilizou 47.379 enfermos e é o quinto país mais atingido no mundo pela pandemia. Andrew Cuomo, governador de Nova York, decretou quarentena a todos os cidadãos do estado desde a última sexta-feira – 20 de março. O primeiro caso do novo coronavírus nos Estados Unidos foi reportado no final de janeiro no estado de Washington, na costa oeste americana, a cerca de 4.500 quilômetros do estado de Nova York.

Médico que trabalhou no atendimento relata como inferno; as pessoas são internadas e morrem | FOTO: Reprodução |

US$ 2 trilhões
O Senado americano aprovou na madrugada desta quinta-feira (26) um plano histórico de 2 trilhões de dólares (10 trilhões de reais) de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia da Covid-19. Embora os 2 trilhões de dólares sejam destinados principalmente ao alívio econômico, 100 bilhões de dólares estão previstos para ajudar hospitais e sistemas de saúde em todo o país.

Dentre as principais medidas do pacote está o envio direto de 1.200 dólares a todos os trabalhadores americanos que ganhem até 75.000 dólares por ano. Aqueles que ultrapassam a marca dos 75.000 dólares e não tenham salário anual maior que 99.000 dólares também receberão dinheiro diretamente do governo, mas em menor quantia. Ainda há um adicional de 500 dólares por criança.

O pacote também prevê que o benefício do seguro desemprego seja estendido por 13 semanas. Mais de 3 milhões de americanos foram demitidos apenas na semana passada, segundo o Departamento do Trabalho americano. Cuomo disse na quarta-feira que o pacote seria “terrível” para o estado de Nova York. O governador criticou o fato de serem destinados apenas 3,8 bilhões de dólares ao governo estadual, que deverá arcar com a perda de até 15 bilhões de dólares em receita devido à epidemia.

O texto ainda tem que passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionado pelo presidente, Donald Trump. O pacote “passará com forte apoio de democratas e republicanos”, disse a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. Os deputados votarão nesta sexta-feira, 26, antecipou Pelosi.

Trump já havia sancionado em 6 de março — quando a epidemia no país havia atingido menos de 300 pessoas — um outro pacote do Congresso, mas com enfoque na área da saúde e que envolvia apenas 8,3 bilhões de dólares. Desse valor, 3 bilhões de dólares (14 bilhões de reais) foram destinados apenas à pesquisa para a produção de uma vacina. Com informações da revista Veja.

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