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#Vídeo: Durante manifestação em prol da intervenção militar, mulher é agredida por bolsonarista com soco no rosto e pontapés

O caso aconteceu no ato contra a quarentena em Porto Alegre; internautas tentam descobrir a identidade do agressor.

O policial civil Leonel Radde divulgou neste domingo (19), em suas redes sociais, um vídeo que mostra um bolsonarista agredindo uma mulher que passava próximo a um ato de apoiadores de Jair Bolsonaro em Porto Alegre (RS). O ato faz parte das dezenas de manifestações realizadas em todo o país que pedem, além do fim do isolamento, em consonância com o presidente, por uma intervenção militar e até mesmo por um “novo AI-5”, em referência ao ato institucional editado em 1968 e que culminou no período mais sombrio da ditadura militar brasileira.

Pelas imagens, é possível ver que a mulher passa sem oferecer qualquer risco aos manifestantes quando é atacada por um deles – muito maior que ela – com um soco no rosto. Na sequência, o mesmo homem continua a agressão com pontapés. Nas redes sociais, internautas tentam descobrir a identidade do agressor.

Veja aqui o vídeo

A própria vítima conseguiu descobrir quem era seu agressor: trata-se de Paulo Migou Rempel que, após se dar conta de que foi identificado, fechou os comentários de seu Facebook e fez postagem dizendo que não foi ao ato. Natural de Pinhalzinho, em Santa Catarina, formado em enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), morador de Porto Alegre. Essas são as informações disponíveis sobre Paulo Miguel Rempel, identificado como o homem que agrediu uma mulher mais cedo que passava próxima ao ato de bolsonaristas realizado na capital gaúcha.

Quem descobriu a identidade do agressor foi a própria vítima, a fotógrafa Márcia Velasques Campos. Pelas redes sociais, Márcia divulgou a foto do agressor pedindo ajuda para identificá-lo e não demorou para que internautas encontrassem seus perfis nas redes sociais. A vítima, além das fotos do agressor, postou uma foto do boletim de ocorrência que registrou na delegacia.

Ao se dar conta que seria identificado, Rempel fechou as caixas de comentários de suas postagens e ainda fez uma publicação dizendo que não pode comparecer ao ato deste domingo, em uma tentativa de se livrar das acusações. Postagens recentes dele, no entanto, mostram que ele estava divulgando a manifestação em questão. Outras publicações dão conta de que o agressor é apoiador de uma intervenção militar, uma das pautas do ato.

Como os comentários no Facebook de Rempel foram fechados, internautas passaram a comentar em suas publicações do Instagram. “Quer dizer que você é o valentão?”, escreveu uma usuária da rede social. As informações foram extraídas do site da Revista Fórum.

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