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#Tragédia: Mãe de bebê que morreu afogado em piscina culpa PM por deixar filho só de um ano com irmãos

Pai alega que foi levado à delegacia e obrigado a deixar os três filhos em casa. Logo depois, ele foi solto; corporação apura responsabilidades.

Os pais do bebê Miguel Tayler Pereira Gualberto, de 1 ano, que morreu afogado na piscina de casa, prestaram depoimento sobre o caso em Planaltina, cidade goiana do Entorno do DF. Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança, Raifra da Silva, confirmou que estava no supermercado no momento da ocorrência e atribuiu o óbito a ação da PM, que teria prendido o marido dela e o levado para a delegacia, deixando a vítima sozinha com dois irmãos pequenos.

Em nota, a PM informou que apura o caso e tomará as “providências legais” caso seja comprovada alguma irregularidade na ação dos policiais. Anteriormente, a corporação já havia negado que as crianças teriam ficado sozinhas.

Raifra e o marido, Jonas Pereira Gualberto, foram ouvidos na quarta-feira (8). De acordo com o delegado Antônio Humberto Soares, ela disse que saiu para comprar comida para os filhos e que o marido ficou cuidando deles – além de Miguel, outras duas crianças de 3 e 6 anos.

Em um curto espaço de tempo, ela retornou para a residência e disse que o marido já tinha sido levado. Raifra relatou que encontrou o filho já inconsciente na piscina.

“[Segundo ela], nesse curto intervalo de tempo de 20 minutos, a PM chegou, abordou o pai na porta de casa e levou ele para a delegacia sem que as crianças fossem entregues a um adulto. Quando a mãe retornou, encontrou a criança boiando na piscina”, disse o delegado. Soares disse ainda que os pais responsabilizam a ação dos policiais pela morte do filho.

“Eles, de uma certa forma, responsabilizam os policiais pelo que aconteceu. Atribuem a morte do menino ao fato do pai ter sido preso e levado sem que tenha havido um maior cuidado em relação às crianças que ficaram na casa. Eles acreditam que houve relação direta”, destaca. O delegado, no entanto, disse que a investigação está na etapa inicial e que não vai antecipar nenhum juízo de valor em relação ao depoimento.

Prisão
Jonas afirma que estava em casa cuidando das crianças quando a polícia o abordou, segundo ele, sem explicar o motivo, e o levou preso para a delegacia.

“Meus meninos estavam no quarto, assistindo [TV] no começo da casa. No momento que saí no portão para pegar a vassoura, eles [policias] já me algemaram e falaram que eu estava preso. Não me explicaram, não falaram nada. Só colocaram a algema e me levaram”, afirmou.

Jonas afirma que estava em casa cuidando das crianças quando a polícia o abordou, segundo ele, sem explicar o motivo, e o levou preso para a delegacia | FOTO: Reprodução |

A PM disse que ele era suspeito de um roubo. Porém, na delegacia, Jonas não foi reconhecido pela vítima do roubo e foi liberado. Antes de sair do local, ele afirmou que recebeu da irmã a notícia de que o filho havia morrido afogado.

PM dá versão diferente
Na quarta-feira, a PM apresentou uma versão diferente. Em nota, a corporação confirmou que prendeu o homem por suspeita de roubo, mas que, no momento da detenção, havia outros familiares na residência, “entre eles a esposa, a irmã e o cunhado, além de seus três filhos”.

A PM destacou ainda que “diante desta situação de tamanha comoção, nenhum fato ficará sem a devida e correta apuração”. Os familiares citados pela PM devem depor ainda nesta quinta-feira (9). Já os militares envolvidos na ocorrência devem ser os últimos a prestar depoimento. As informações são do G1.

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