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#Brasil: Músico negro é preso no Rio de Janeiro por engano e deixa presídio após protestos

De acordo com a Polícia Civil, o músico constava no álbum de suspeitos por ter sido denunciado, em 2014, por traficantes da comunidade Grota da Surucucu.

O violoncelista Luiz Carlos Justino, de 23 anos, deixou o presídio neste domingo (6), após protesto de colegas da Orquestra da Grota, onde ele toca, e de parentes. A decisão foi do juiz André Luiz Nicolitt, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Justino foi preso na última quarta-feira (2), logo após tocar na estação das barcas de Niterói, juntamente com outro colega, em busca de algum dinheiro. Contra ele, segundo a Polícia Civil, havia um mandado de prisão por assalto à mão armada, ocorrido em 2017, após ele ter sido identificado no álbum de procurados. O músico alegou ser inocente e disse que já havia perdido os documentos, que podem ter sido usados por outra pessoa. Familiares e amigos alegam que no dia do assalto o rapaz estava tocando em um evento.

Na decisão, o juiz detalhou os motivos que o levaram a determinar a soltura de Justino: “Saliente-se que a liberdade do acusado ao longo desses dois anos não gerou qualquer problema para a sociedade, pois não responde a qualquer outro crime, sendo que a única organização de que se tem notícia a que o mesmo pertence é uma organização musical. Ao que parece, ao invés de gerar perigo, nesses três anos, vem promovendo arte, música e cultura”.

De acordo com a Polícia Civil, o músico constava no álbum de suspeitos por ter sido denunciado, em 2014, por traficantes da comunidade Grota da Surucucu, em Niterói, como integrante do grupo criminoso. Justino toca desde os 6 anos na Orquestra de Cordas da Grota, criada em 1995 em Niterói. As informações são do Informe Baiano.

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