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#Brasil: Risco de morte por covid-19 foi 415% maior nas cidades em que Bolsonaro venceu a eleição, mostra estudo

Estudo foi feito com todos os 5.570 municípios brasileiros, durante as primeiras 52 semanas da pandemia.

Nos municípios onde Jair Bolsonaro (sem partido) obteve mais de 50% dos votos no segundo turno das eleições de 2018, o risco de infecção do coronavírus foi 299% e o de mortes pelo vírus de 415%, sendo uma porcentagem maior do que nos municípios onde ele perdeu a eleição. O estudo de três professores evidencia os efeitos do negacionismo, de acordo com pesquisa publicada pela colunista Eliane Cantanhêde.

Ao analisar apenas as cidades mais ferrenhamente bolsonaristas, em que ele obteve mais de 70% no segundo turno, o resultado é ainda mais alarmante: quem vive em um desses municípios chegou a ter 567% a mais de chance de se infectar e 647% a mais de risco de morrer, do que em uma cidade onde ele obteve menos de 30% dos votos. Isso equivale a sete vezes mais mortes nas cidades onde Bolsonaro ganhou com ampla margem.

“O estudo joga luzes e mostra, metodologicamente, os efeitos nefastos do negacionismo dos líderes, particularmente sobre seus próprios apoiadores e seguidores”, registraram os autores, professores Sandro Cabral (Insper), Nobuiuki Ito (Ibmec) e Leandro Pongeluppe (Universidade de Toronto, Canadá).

Eles planejaram e executaram um trabalho que condensou os dados de mortes e casos de todos os 5.570 municípios brasileiros, durante as primeiras 52 semanas da pandemia, equivalentes a um ano. Logo, todo esse banco gigantesco de dois milhões de dados foi cruzado com as informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os resultados de 2018 em cada cidade.

Eles também deixam claro que outros fatores influenciam no maior ou menor risco de cidadãos e cidadãs por distribuição geográfica, renda, condições sanitárias, mas o estudo leva a uma conclusão lógica: onde as pessoas seguiram as orientações erradas e anticientíficas de Bolsonaro, todos ficaram mais expostos ao coronavírus.

Um dos dados reforça a tese. Na sétima semana da pandemia, quando Bolsonaro fez o último pronunciamento oficial sobre a covid, no rádio e na TV, o risco de infecção e morte aumentou claramente nos municípios com maioria bolsonarista em relação aos não bolsonaristas.

Com isso, dez semanas depois (na 17ª), esse descolamento entre os registros nos dois blocos de cidades passou a ter fortíssima significância estatística. Com um detalhe: a partir da 38.ª semana, o distanciamento dispara, momento em que também ocorreram as eleições municipais, quando os candidatos alinhados ao Planalto replicaram nos municípios bolsonaristas o discurso do “mito” no combate à pandemia.

De acordo com a coluna, com a CPI da covid-19 iniciada, é possível analisar o negacionismo de Bolsonaro e do governo, incluindo a guerra contra as vacinas, que levou o chefe da Casa Civil a se vacinar escondido.

Como destacaram os professores na apresentação do trabalho, “o estilo negacionista pode ser desastroso para toda a Nação e para a comunidade internacional”. Jornal da Chapada com informações de Estadão, baseado em comentários da Rádio Jornal (PE) e do telejornal GloboNews em Pauta.

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