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#Chapada: Região chapadeira é imperdível para amantes de ecoturismo e proporciona conexão singular com a natureza

O Parque Nacional da Chapada Diamantina é famosa por atrair turistas do mundo inteiro por sua natureza exuberante.

São vários os atrativos naturais que cobrem o Parque Nacional da Chapada Diamantina. A região chapadeira é imperdível para os amantes de ecoturismo e proporciona uma experiência de conexão com a natureza singular. A localidade, que ganhou nome pela abundância de diamantes, atualmente é famosa por atrair turistas do mundo inteiro por sua natureza exuberante.

Com variadas trilhas, belas cachoeiras de águas transparentes, grutas, cânions e formações raras, o ‘cardápio’ se estende por oito municípios e vilas: Lençóis, Mucugê, Andaraí, Ibicoara, Palmeiras, Rio de Contas, Igatu e Vale do Capão. Lençóis é a principal cidade para quem quer visitar a Chapada Diamantina, e fica a aproximadamente 420 km de Salvador.

O trajeto até o destino pode ser feito de avião, partindo do aeroporto da capital baiana até o da cidade, chamado de Aeroporto Horácio de Matos. Porém, como os voos são escassos, o mais confortável e econômico é ir de carro ou ônibus. Lençóis é a maior e mais famosa cidade da região, considerada por muitos como um ponto estratégico.

No local, as pessoas podem aproveitar para conhecer as belezas dos arredores e, ao cair da noite, voltar para o centrinho da cidade chapadeira, que abriga uma porção de restaurantes com mesinhas na calçada sob a luz do luar.

Pontos turísticos de Lençóis já estão recebendo visitantes | FOTO: Túlio Saraiva |

Melhor época para visitação
Para quem quer conhecer o destino plural em tipos de atrações, é importante fugir da época de chuvas. Logo, os melhores meses para viajar são entre os meses de abril e outubro, pois fora desse período, a temperatura é mais amena e o roteiro de cachoeiras pode ser prejudicado, com trilhas escorregadias e um volume de águas significativo.

Nem um mês inteiro é suficiente para desbravar toda a Chapada. No entanto, é possível contemplar alguns lugares estratégicos e imperdíveis. Para quem quer conhecer todas as belezas do local em segurança, o guia Sérgio Paulo, da Associação dos Condutores de Visitantes de Lençóis (ACVL), recomenda o acompanhamento de profissionais especializados.

“Existem pontos em que é fundamental estar acompanhado de alguém que conheça a região. A segurança do cliente está no guia, e não é raro que algum de nós precise ir resgatar um visitante que se perdeu pelo caminho”, aconselha. Com isso, o guia de turismo fez uma lista das experiências que você não pode terminar a viagem sem viver.

A Chapada Diamantina é um dos destinos mais procurados do planeta | FOTO: Arquivo/Embratur |

Vista do Morro do Pai Inácio
Um dos principais cartões-postais do local, o Morro do Pai Inácio pode ser visto ainda da estrada com seus 1.150 m de altitude. A trilha é bem tranquila e tem até corrimão para subir as escadas naturais até o topo, onde é possível observar um dos mais bonitos entardeceres do país e ter uma vista privilegiada da Chapada.

Do alto, é possível enxergar um coração de pedra, visão esta que nem todos sabem que existe ou conseguem encontrar, visto que é preciso descobrir o ângulo certo para encontrar o formato que se molda nas rochas.

Mergulhar nos cânions da cachoeira do Buracão
A cachoeira do Buracão é admirada até pelos acostumados com os encantos do turismo de natureza. O que torna o lugar tão especial começa pelo caminho: é preciso nadar por dentro de um cânion estreito para alcançar a queda d’água.

Somente ao final do trajeto, depois de nadar contra a correnteza e ser guiado pela sinfonia das águas caindo sobre a cachoeira, é que você verá o majestoso salão formado por grandes paredões rochosos onde está a queda de 85 metros de altura.

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Complexo arqueológico da Serra das Paridas e as terras quilombola
Formado por 18 sítios arqueológicos, o complexo tem quatro áreas para visitação com paredes desenhadas por pinturas rupestres. Os registros milenares apresentam pessoas, animais e figuras geométricas curiosas, incluindo uma representação que lembra um extraterrestre e a pintura de uma mulher grávida de cócoras, que se acredita que deu nome ao lugar.

Entre os antigos moradores, o atrativo é também chamado de Serra das Guaribas, e fica em Lençóis. O passeio pode ser feito após um mergulho na famosa cachoeira do Mosquito. Em Barra da Estiva, comunidades quilombolas seculares recebem turistas com suas histórias e tradições.

O roteiro, partindo da sede por estrada de terra, passa por três vilas: do Camulengo, Ginete e Moitinha. No Camulengo há opções de restaurantes com comidas típicas, como o godó de banana, galinha caipira e cachaças locais. A comunidade também é porta de entrada para o sítio de arte rupestre do Camulengo.

Cachoeiras
São mais de 360 quedas d’água catalogadas no parque nacional, e não faltam opções para se refrescar após as trilhas. A mais famosa é a cachoeira da Fumaça, que tem dois tipos de trajeto. Por cima, são 12 km (ida e volta) que levam ao topo da cachoeira. O percurso exige um pouquinho de fôlego, já que os primeiros 2 km são uma boa subida.

A visita por baixo é para os mais aventureiros. Com grau de dificuldade alto, o percurso de 36 km (ida e volta e com acampamento), leva aos pés da queda d’água. Além da maior das cachoeiras, vale a pena incluir no roteiro a Cachoeira do Mosquito, Cachoeira do Sossego, Ribeirão do Meio, a Cachoeira do Poço do Diabo e, com um pouco mais de tempo, um passeio até o Roncador, próximas à região de Lençóis.

Para quem está no Vale do Capão, boas pedidas são a Cachoeira do Riachinho, da Fumaça, Cachoeira da Angélica e Cachoeira da Purificação. Pertinho de Andaraí, a Cachoeira do Ramalho também pode ser uma boa pedida.

O Poço Azul fica em fazenda particular da região e é o maior sítio paleontológico submerso do Brasil | FOTO: Montagem do JC |

Poço Azul e Poço Encantado
Dentro das grutas que abrigam os Poços Azul e Encantado, em Nova Redenção e Itaetê, pequenas frestas dão espaço para a luz do sol entrar, em um espetáculo estonteante. A visão só pode ser contemplada entre abril e setembro e em horas específicas (às 10h e às 13h30), no Poço Encantado e de fevereiro a outubro, entre 12h30 e 14h, no Poço Azul.

Além do espetáculo, o azul das águas reflete as paredes das grutas, em uma experiência única que deve ser contemplada de dentro da água apenas no Poço Azul.

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Circuito do Vale do Pati
O Pati é um pedacinho quase intocado da Chapada Diamantina, onde não chegam carros, não há luz elétrica ou sinal de celular. O mais comum é cumprir o percurso em três dias.

Entre as belezas naturais e cachoeiras que se apresentam na rota, não é necessário levar barracas ou sacos de dormir: a hospedagem fica por conta dos carinhosos nativos, que recebem os visitantes com uma cama limpinha, um belo banho, uma refeição quentinha e típica do lugar e muita história para contar. Jornal da Chapada com informações de Metrópoles

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