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#Brasil: Arroz e feijão apresentam preços exorbitantes e brasileiros reduzem consumo do prato

No total, o arroz com feijão acumula um aumento de 23,48% entre agosto de 2020 e agosto de 2021. O porcentual representa mais que o dobro da inflação, de 8,95% no período, e da alta dos alimentos em geral, que subiram 11,71%.

Depois da carne desaparecer do prato – com aumento médio de 38% nos últimos 12 meses -, a explosão dos preços está fazendo com que os brasileiros reduzam o consumo do arroz e do feijão, base da alimentação no país.

Depois da carne desaparecer do prato – com aumento médio de 38% nos últimos 12 meses -, a explosão dos preços está fazendo com que os brasileiros reduzam o consumo do arroz e do feijão, base da alimentação no país.

No total, o arroz com feijão acumula um aumento de 23,48% entre agosto de 2020 e agosto de 2021. O porcentual representa mais que o dobro da inflação, de 8,95% no período, e da alta dos alimentos em geral, que subiram 11,71%.

“Quem mais sente essa alta de preço de arroz e de feijão são os mais pobres”, diz Braz, que classifica o cenário como “preocupante”, porque a alta afasta os produtos da mesa do consumidor.

Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 13 e 15 de setembro revela que 36% dos 3.667 entrevistados dizem ter reduzido o consumo de feijão e 34% o de arroz.

A retração no consumo do arroz e feijão pode piorar ainda mais os riscos à saúde com a diminuição da carne. A redução do consumo de ferro, presente tanto na carne quanto no feijão pode provocar anemia ferropriva, sobretudo nas crianças.

“Quando eu trabalhava no Consea, eu lembro dos especialistas em nutrição falando que a combinação de arroz e feijão no prato do brasileiro dá conta de cerca de 70% das necessidades nutricionais diária. À medida que o acesso a esses produtos vai se tornando cada vez mais difícil, para população de baixa renda, o impacto nutricional no quadro alimentar dessas pessoas é muito sério”, afirmou ao Valor Francisco Menezes, consultor de políticas da ONG ActionAid Brasil e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). As informações são da Revista Fórum.

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