O deputado estadual Requião Filho (PT-PR) protocolou nesta segunda-feira (7), um pedido para entender por que o governo Ratinho Jr. decidiu retirar R$ 62 milhões referentes a recursos destinados à educação do Paraná. A decisão do governo do estado foi publicada em decreto publicado no Diário Oficial do Estado.
Entre as áreas impactadas, estão a avaliação da educação básica e governança dos dados da educação; o Programa Educação para o Futuro do Estado do Paraná (BID); a modernização da infraestrutura e fomento a utilização de novos recursos tecnológicos educacionais; o desenvolvimento da educação profissional de ensino médio; o fortalecimento da gestão escolar; a formação continuada; a gestão administrativa SEED, o Fundo Estadual de Assistência Social e o Programa Nossa Gente.
“Queremos saber qual é o objetivo do decreto, quais os impactos dessas alterações para os programas e órgãos que terão verba retirada, e quais os benefícios dessa medida. Faz parte de nosso trabalho de fiscalização, enquanto deputados, e precisamos ter certeza de que esta decisão não vai impactar negativamente o funcionamento das escolas”, justificou o líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná.
Modelo Ratinho Jr.
O modelo de educação paranaense do primeiro mandato de Ratinho Jr. foi visto como um modelo para os bolsonaristas, e Renato Feder, que foi secretário do governador bolsonarista, foi chamado para cargo similar na gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Feder é investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por conflitos de interesse. Ele é sócio de uma empresa offshore dona de 28,16% das ações da Multilaser, uma empresa que mantém contratos de R$ 200 milhões com a sua pasta, o que motivou a investigação.
A substituição dos livros didáticos por materiais digitais foi duramente criticada pela população e por profissionais de educação paulistas, mas já havia sido replicada no Paraná.
“Durante toda a gestão de Feder, alertamos à Assembleia Legislativa e ao Ministério Público do Paraná sobre todo o processo de digitalização que tanto prejudicou o aprendizado e a educação. Agora, ele radicalizou em São Paulo e resolveu abolir os livros físicos que serão substituídos por material digital”, explica o deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR). As informações são da Revista Fórum.













































