• Início
  • Expediente
  • Polícia
  • Política
  • Economia
  • Educação
  • Cultura
  • Saúde
  • Esportes
  • Últimas
Jornal da Chapada
Advertisement
  • Início
  • Expediente
  • Polícia
  • Política
  • Economia
  • Educação
  • Cultura
  • Saúde
  • Esportes
  • Últimas
Sem Resultado
Ver Todos Resultados
  • Início
  • Expediente
  • Polícia
  • Política
  • Economia
  • Educação
  • Cultura
  • Saúde
  • Esportes
  • Últimas
Sem Resultado
Ver Todos Resultados
Jornal da Chapada
Sem Resultado
Ver Todos Resultados
Home Menu Principal Saúde

#Alerta: Violência doméstica entra entre os principais riscos à saúde de mulheres adultas, aponta estudo da The Lancet

Pesquisa internacional revela que violência por parceiro íntimo é o quarto maior fator de risco à morte prematura e invalidez de mulheres entre 15 e 49 anos.

Estagiário 2 por Estagiário 2
2 janeiro 2026 - 22h45
no Cidades, Curiosidades, Menu Principal, Saúde
0
#Política: Pesquisa revela que Brasil continua “muito machista” e que mulheres não se sentem respeitadas em nenhum ambiente

Mulheres jovens são as mais afetadas | FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil |

A violência praticada por parceiros íntimos figura entre os maiores riscos à saúde de mulheres adultas em todo o mundo. Um estudo publicado neste mês na revista científica The Lancet aponta que a violência por parceiro íntimo é o quarto maior fator de risco à morte prematura e à invalidez de mulheres entre 15 e 49 anos. Já a violência sexual contra crianças aparece como a quinta principal ameaça à saúde feminina nessa faixa etária.

A pesquisa é uma análise sistemática baseada no relatório Global Burden of Disease (GBD), com dados de 2023. No levantamento geral, considerando homens e mulheres de todas as idades, os maiores fatores de risco à saúde são pressão arterial elevada, poluição do ar, tabagismo, açúcar elevado no sangue, baixo peso ao nascer e gestação curta.

Pesquisadores do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, demonstraram pela primeira vez que, entre mulheres de 15 a 49 anos, a violência sofrida no âmbito doméstico e a violência sexual na infância podem ter impacto mais determinante na perda de anos de vida do que ameaças à saúde tradicionalmente reconhecidas.

Segundo as estimativas do estudo, a violência por parceiro íntimo e a violência sexual contra crianças ficam atrás apenas de sexo sem proteção, desnutrição infantil e materna e deficiência de ferro como principais fatores de risco para mulheres nessa faixa etária.

No Brasil, os dados mostram um cenário semelhante. A violência sexual na infância ocupa o segundo lugar entre os riscos à saúde de mulheres entre 15 e 49 anos, enquanto a violência por parceiros íntimos aparece em terceiro. O principal fator de risco no país, segundo a plataforma GBD Results, é a obesidade.

De acordo com a autora principal do estudo, Luisa Sorio Flor, professora assistente do IHME, os resultados reforçam que esses tipos de violência devem ser tratados como prioridade de saúde pública. “Esses achados desafiam fundamentalmente a visão persistente de que a violência sexual contra crianças e a violência por parceiro íntimo são apenas questões sociais ou criminais”, afirma.

O estudo também aponta que mulheres vítimas de violência conjugal morrem mais por suicídio do que por feminicídio. Em 2023, cerca de 145 mil mulheres com 15 anos ou mais morreram em decorrência da violência por parceiro íntimo em todo o mundo. Dessas mortes, 60 mil foram por suicídio, enquanto 28 mil foram por feminicídio.

A violência contra a mulher foi associada a problemas como depressão, automutilação e HIV/Aids. Já a violência sexual contra crianças foi relacionada a 14 condições de saúde, incluindo transtornos como esquizofrenia e bipolaridade. No caso da violência sexual infantil, o número de mortes atribuídas em 2023 foi de 290 mil, com a automutilação como principal causa.

Especialistas ressaltam que o enfrentamento do problema exige ações além da segurança pública. Para a pesquisadora Dandara Ramos, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), é fundamental que o Sistema Único de Saúde esteja preparado para acolher e acompanhar mulheres e adolescentes vítimas de violência ao longo do tempo.

No Brasil, segundo Ramos, os serviços de cuidado ainda estão em desenvolvimento, com destaque para iniciativas como a Casa da Mulher Brasileira. Uma das principais lacunas, no entanto, está na atenção à saúde mental das vítimas.

O médico Rosires Pereira de Andrade, presidente da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Interrupção Gestacional da Febrasgo, afirma que poucos locais no país oferecem atendimento adequado às vítimas de violência sexual, especialmente nos casos de aborto previstos em lei. Ele destaca que o acompanhamento psicológico existe, mas a taxa de retorno das vítimas aos serviços de saúde ainda é baixa.

Para os autores do estudo, os impactos da violência vão além das vítimas diretas. Ao comprometer a saúde física e mental, a violência afeta o bem-estar coletivo, o capital humano e o desenvolvimento econômico e social, com consequências de longo prazo para toda a sociedade.

Jornal da Chapada

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no Threads(abre em nova janela) Threads
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail

Relacionado

Tags: Direitos das Mulheressaúde públicaThe Lancetviolência contra mulherviolência doméstica
Post Anterior

#Economia: Salário mínimo de R$ 1.621 passa a valer a partir desta quinta-feira

Próximo Post

#Tecnologia: Elon Musk anuncia produção em larga escala de implantes cerebrais da Neuralink a partir deste ano

Próximo Post
#Tecnologia: Elon Musk anuncia produção em larga escala de implantes cerebrais da Neuralink a partir deste ano

#Tecnologia: Elon Musk anuncia produção em larga escala de implantes cerebrais da Neuralink a partir deste ano

Por favor login para participar da discussão
Sem Resultado
Ver Todos Resultados
  • INÍCIO
  • JORNAL DA CHAPADA
  • ASSESSORIA
  • MUNICÍPIOS
  • ENTREVISTAS
  • POLÍTICA
  • SÃO JOÃO

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.