A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou, nesta última quarta-feira (25), que a condenação dos apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco representa uma vitória importante contra a impunidade, mas não encerra a necessidade de esclarecimentos totais sobre o caso.
Foram condenados Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, identificados como mandantes do crime. Para a parlamentar, a decisão do Supremo Tribunal Federal é um marco na responsabilização de feminicídios e crimes políticos no Brasil.
Marta destacou que o resultado é fruto de anos de mobilização e pressão social, mas reforçou que a sociedade tem o direito de conhecer todos os detalhes da trama, incluindo quem articulou, financiou e quais agentes e políticos estiveram envolvidos, além de possíveis obstruções nas investigações.
Segundo ela, a demora de oito anos até a condenação evidencia uma estrutura complexa que teria dificultado as apurações, envolvendo a cúpula da Polícia Civil à época, políticos e uma rede de matadores de aluguel com conexões com o crime organizado.
A vereadora também defendeu que a punição seja regra em casos de feminicídio e violência política, alertando que a impunidade enfraquece a democracia. Ela ressaltou ainda que Marielle foi assassinada por enfrentar estruturas de poder em um espaço historicamente negado às mulheres negras e periféricas, e que seu legado permanece como símbolo de luta por justiça e igualdade.
Histórico
O crime ocorreu em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro, quando Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram executados a tiros após saírem de um evento no centro da cidade.
Além dos mandantes, já haviam sido condenados os executores do crime: o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz. A responsabilização dos envolvidos é considerada um dos desfechos mais emblemáticos no enfrentamento à violência política no país. Com informações de assessoria.

















































