A presença da jaguatirica tem sido cada vez mais registrada em diferentes áreas da Chapada Diamantina, reforçando a riqueza da fauna silvestre do território. Discreta e de hábitos predominantemente noturnos, a espécie circula por matas nativas, áreas de preservação e zonas rurais, onde exerce papel fundamental no equilíbrio ecológico.
Registros recentes indicam avistamentos em estradas rurais do município de Iramaia, além de monitoramentos ambientais que confirmam a presença do felino no Parque Nacional da Chapada Diamantina, onde também vivem outras espécies como onças-pardas e gatos-do-mato. O animal ainda é observado nas proximidades da Rodovia BA-142, especialmente no trecho entre Andaraí e Mucugê, evidenciando sua ampla área de circulação.
Outros pontos apontados como habitats frequentes incluem a Serra da Chapadinha, considerada refúgio de vida silvestre, e o Vale do Capão, onde a presença de fauna nativa é recorrente. Nessas regiões, a jaguatirica encontra condições favoráveis de abrigo e alimentação, mantendo a dinâmica natural dos ecossistemas.
Preservação e riscos
Como predadora de topo na cadeia alimentar de médio porte, a jaguatirica contribui para o controle populacional de pequenos mamíferos e outras espécies, evitando desequilíbrios ambientais. A conservação do felino está diretamente ligada à manutenção das florestas e à proteção dos corredores ecológicos que permitem sua movimentação segura entre diferentes áreas.
Apesar da importância ecológica, a espécie enfrenta ameaças constantes, entre elas o tráfico de animais silvestres e a perda de habitat. Outro problema recorrente são os atropelamentos em rodovias que cortam a Chapada, situação que evidencia a necessidade de medidas de mitigação, sinalização adequada e conscientização de motoristas sobre a presença de fauna na pista.
Especialistas e órgãos ambientais reforçam que proteger a jaguatirica significa preservar todo o ecossistema do qual ela faz parte. A convivência responsável, o respeito às áreas naturais e o combate às práticas ilegais são fundamentais para garantir que o felino continue sendo uma presença silenciosa e essencial na biodiversidade da Chapada Diamantina.
Jornal da Chapada



















































