Um inseto de aparência incomum tem despertado curiosidade em Igatu, distrito turístico da Chapada Diamantina conhecido como a “Machu Picchu brasileira”. O registro foi feito pela moradora Rita de Cássia, que encontrou o animal dentro de uma residência no mês de novembro de 2025.
Segundo relato encaminhado ao Jornal da Chapada, o inseto foi visto inicialmente na perna de uma cadeira, na cozinha da casa conhecida como “Casa 50”. Surpresa com a aparência incomum, Rita decidiu fotografar o animal, que chamou sua atenção principalmente pelas antenas com extremidades arredondadas, o que a levou a apelidá-lo de “cabeça de fósforo”.
A moradora relatou que nunca havia visto algo semelhante na região e, motivada pela curiosidade, passou a buscar informações sobre a possível identificação da espécie. Ela chegou a compartilhar as imagens com conhecidos e até com uma pessoa que participava de um curso na vila, mas não obteve resposta conclusiva naquele momento.
Apesar do impacto visual, Rita afirmou que o inseto não apresentou comportamento agressivo. “Ele não me atacou nem tentou picar. Fiquei mais curiosa do que com medo”, contou. Para evitar machucá-lo, ela utilizou uma pequena vareta para retirá-lo do interior da casa e o colocou em uma folha de uva no quintal, onde fez novos registros fotográficos. Após esse momento, o animal não foi mais visto.
A descrição do inseto inclui características peculiares: corpo com pelos, asas semelhantes às de libélulas, aparência que lembra tanto um zangão quanto outros insetos, além de estruturas que a moradora descreveu como um “bigodinho”. Outro detalhe que chamou atenção foi a aparência dos olhos e o formato das antenas.
Diante das imagens, há a possibilidade de o animal pertencer à espécie Albardia furcata, conhecida por suas características únicas. O termo “furcata” faz referência à bifurcação presente nas veias das asas, um traço marcante desse tipo de inseto. No entanto, a identificação definitiva ainda depende de análise especializada.
O caso evidencia como a biodiversidade da Chapada Diamantina ainda reserva surpresas, mesmo em áreas já conhecidas pelo turismo e pela riqueza natural. Intrigada, Rita segue atenta durante suas atividades diárias, na expectativa de reencontrar o inseto e, quem sabe, obter uma confirmação sobre sua raridade.
Jornal da Chapada


















































