Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que o novo tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil beneficia mais o presidente Lula (PT) do que o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial.
Segundo o levantamento, 42% afirmam que a imposição das tarifas aumenta sua vontade de votar no atual presidente, enquanto 27% declaram estar ainda mais inclinados a apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada de 10 a 13 de julho, antes da confirmação das novas taxas de 25% sobre exportações brasileiras, anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump na noite de quarta (15).
Em junho, quando a Quaest fez o mesmo questionamento aos eleitores, 39% diziam que o tarifaço dos EUA elevariam sua intenção de voto em Lula. E 30% estariam mais pretensos a votar em Flávio. Os percentuais variaram dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
O instituto citou que Lula acusou seu adversário de ter pedido a Trump que aplicasse as tarifas contra o Brasil, enquanto Flávio Bolsonaro negou e afirmou ter sugerido que o republicano desistisse da medida. A maioria (51%) concorda com Lula. Para 30%, Flávio está correto.
Já sobre as motivações para o tarifaço, 49% acreditam que a política comercial da Casa Branca foi motivada por retaliações ao Pix, como afirma o petista. Outros 33% dizem ser uma retaliação às declarações Lula contra Trump, tese encampada pelo bolsonarista.
Flávio participou das audiências realizadas na semana passada em Washington D.C. pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para discutir a aplicação das tarifas comerciais. Na ocasião, o senador afirmou que as taxas, se confirmadas, viriam no “pior momento” e ajudariam Lula.
Segundo a pesquisa, apenas 43% sabiam da ida do pré-candidato do PL aos Estados Unidos. Uma taxa ainda menor (34%) disse acreditar que o senador seria capaz de convencer o governo norte-americano a recuar das tarifas comerciais.

















































