O pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) cobrou, nesta terça-feira (21), providências em relação ao caso de importunação sexual registrado em uma academia de Feira de Santana, onde um homem foi flagrado se masturbando atrás de uma mulher durante um treino. Para Neto, o episódio é “absolutamente inaceitável” e evidencia a necessidade de endurecer o combate aos crimes praticados contra mulheres.
Ao comentar o caso, o ex-prefeito de Salvador afirmou ter ficado chocado com as imagens que circularam nas redes sociais. “Fiquei assustado quando vi. Confesso que, no primeiro momento, até não acreditei. Me perguntei se aquilo não era inteligência artificial. Aquilo não é um homem. É um moleque, um criminoso, que precisa ser tratado com o rigor da lei”, afirmou.
Neto classificou o episódio como “nojento” e defendeu que o responsável responda criminalmente pelo ato. “Imagine você estar na academia, fazendo sua atividade física, sem perceber que, atrás de você, há um homem se masturbando. É uma situação nojenta e que precisa ser enfrentada como um crime”, disse.
Prevenção à violência
O pré-candidato apresentou propostas que integrarão seu plano de governo voltado à proteção das mulheres. Segundo ele, a política pública será estruturada em diferentes frentes, começando pelo fortalecimento da prevenção à violência. “Nós vamos mostrar que, com o uso da tecnologia, é possível acompanhar casos e prevenir situações de risco. Hoje o Estado trabalha apenas na reação. É preciso ter um olhar voltado para a prevenção”, afirmou.
Entre as medidas defendidas por ACM Neto estão o monitoramento de agressores considerados de maior risco, maior rigor na aplicação das penas, acompanhamento dos condenados após a saída do sistema prisional, inclusive com o uso de tornozeleiras eletrônicas, e fiscalização permanente por parte das forças de segurança.
O pré-candidato também reforçou que pretende ampliar a rede de proteção social às vítimas de violência doméstica. Segundo ele, mulheres em situação de vulnerabilidade econômica receberão um auxílio financeiro estadual complementar aos programas sociais já existentes, além de acesso prioritário à qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e vagas em creches e escolas de tempo integral para seus filhos.
“A mulher muitas vezes permanece com o agressor porque não tem condições de sustentar seus filhos. Precisamos oferecer um caminho de saída, garantindo proteção, autonomia financeira e oportunidades para reconstruir a vida”, declarou.
















































