Deputado do PMDB diz que operadoras discriminam zona rural da Bahia

Postado em abr 23 2014 - 10:00pm por Jornal da Chapada
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O parlamentar estadual Leur Lomanto Jr. | FOTO: Reprodução/Assessoria |

O deputado estadual Leur Lomanto Jr. (PMDB) questionou nesta quarta (23), na reunião da CPI da Telefonia, a falta de prioridade das operadoras de telefonia móvel em expandir o sinal para as zonas rurais do estado. “A Bahia vem sendo discriminada. Na licitação que vem sendo feita pela Anatel a previsão é de que 300 municípios sejam contemplados até junho e a Bahia representa apenas 5%. Não é possível que essa situação permaneça. Andamos pelos quatros cantos do estado e essa é uma demanda bastante reivindicada pela população da zona rural”, disse.

O deputado criticou o “jogo de empurra” entre os atores do setor de telefonia para a má prestação de serviço. “Os consumidores ficam a mercê da falta de transparência, onde a Anatel culpa as empresas e o Sindicato das Empresas culpa o governo. O que está posto é que o serviço não funciona como deveria”, disparou.

Destino do fundo é questionado
Leur Lomanto Jr. indagou o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Carlos Duprat sobre o fundo para investimento em telecomunicação. “Se existe um fundo de R$ 70 bilhões que seria justamente para investimento na área de infraestrutura por que isso não vem sendo aplicado? Esse fundo está servindo pra que?”, questionou.

Duprat atribuiu a falta de clareza às políticas do governo federal e admitiu que o dinheiro poderia está sendo usado na melhoria da qualidade e na expansão do serviço. “Cada fundo tem a sua destinação e nenhum deles está sendo usado para destinação a qual foi criado. Todos os fundos estão sendo utilizados para o tesouro, ou seja, para superávits primários, que acabam saindo do bolso do trabalhador porque afinal de contas as empresas tem que recolher fundos e isso impacta no resultado”. É um dinheiro enorme que poderia está sendo usado na expansão do setor e na melhoria da qualidade”.

Conforme Duprat, a cobertura do sinal na zona rural é uma “dívida” que o poder público ainda não conseguiu sanar. “Ainda em 2017 será sanado eu diria que uma pequena parte, mas de fato essa dívida não é nossa”, afirmou.

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