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Mesmo com incêndios, visitação ao Parque Nacional da Chapada Diamantina não está interrompida

O PNCD é uma área de preservação ambiental e de turismo ecológico, que conta com 152 mil hectares | FOTO: Reprodução/Marcelino Souza Aguiar/Facebook/ |

Com os focos de incêndio que atingiram diferentes áreas da Chapada Diamantina, nas últimas semanas, muitos turistas que tinham se programado para visitar a região se questionam se mantém ou não a viagem. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) informou em nota que a visitação ao parque não está interrompida.

O PNCD é uma área de preservação ambiental e de turismo ecológico, que conta com 152 mil hectares. De acordo com o chefe interino do parque, Cézar Gonçalves, aproximadamente 10 mil hectares já foram queimados, o que equivale a 6,5% da área do PNCD. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) da Bahia, mais de 240 homens estão trabalhando para controlar o fogo, que já consumiu aproximadamente entre 15 e 30 mil hectares de toda a Chapada Diamantina, área que extrapola os limites do Parque Nacional.

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Graças aos trabalhos conjuntos de bombeiros e de brigadistas institucionais e voluntários, importantes pontos turísticos da Chapada Diamantina foram conservados. Como o Parque Municipal Sempre Viva, em Mucugê, onde estão as cachoeiras da Piabinha e Tiburtino. As cachoeiras dos Funis e Andorinhas, do Córrego de Pedras, Poço Redondo, Moça Loira, Bate Palmas e Matinha também foram preservadas.

As trilhas atingidas pelo fogo, em Mucugê, foram as que levam para as cachoeiras das Três Barras e Cristais, onde o incêndio começou, e também a que dá acesso à cachoeira do Cardoso. Na região do Vale do Capão, em Palmeiras, e no município de Lençóis, uma das principais rotas do turismo ecológico da região, as trilhas do Pai Inácio-Águas Claras, Pai Inácio-Barro Branco e Conceição dos Gatos-Águas Claras estão em áreas de incêndios, e devem ser evitadas pelos turistas. Nessas duas cidades, entretanto, há outras localidades que não foram afetadas e que continuam com movimento turístico.

De acordo com a Associação dos Condutores de Visitantes do Vale do Capão (ACV-VC), no Capão não há nenhum atrativo que deve ser evitado. “O dano maior foi na parte mais importante do parque, na área intangível, berço das principais nascentes da região”, aponta a direção da associação.

Proibição de queimadas
Devido à série de incêndios florestais na região Oeste e na Chapada Diamantina, nos últimos meses, o Governo do Estado, numa medida de evitar a ocorrência dos incêndios, suspendeu a Declaração de Queima Controlada (DQC), em 2 de outubro, proibindo qualquer tipo de queimada no estado da Bahia.

Confira vídeo do fogo na Chapada Diamantina

Prevenção
É de vital importância que quem frequenta locais com mata, seja caçador ou visitante, tome as precauções para que não se inicie um incêndio que poderá ser desastroso para o meio ambiente, qualquer descuido humano responde pela queima de hectares de florestas. Um incêndio pode ser causado a partir de uma simples fagulha na mata, por isso, alguns cuidados, como não jogar pontas de cigarro acesas na mata e evitar fazer fogueiras são fundamentais.

Em situações de sobrevivência, quando realmente é necessário fazer fogueira, esteja atento para algumas orientações. Acenda a fogueira, isolando-a da mata ao redor. Limpe os galhos próximos, e crie uma proteção com pedras. Jamais acenda uma em local com muito capim seco em volta. Não coloque mais lenha que o necessário, pois um fogo muito forte pode atingir a vegetação próxima, e fagulhas voarão com o vento. Após o uso da fogueira, apague-a corretamente. Jamais abandone um local com uma fogueira acesa ou com as brasas ativas. Mesmo abafando com pedras e terra, as brasas ainda permanecerão acesas por algum tempo.

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