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Valmir votou em Erundina e se absteve no segundo turno: “Nem Cunha nem Arena”

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O deputado federal Valmir Assunção ao lado de Luiza Erundina e João Daniel | FOTO: Divulgação |

Os deputados federais escolheram o democrata Rodrigo Maia (DEM-RJ) como o novo presidente da Câmara em mais uma sessão longa e cansativa, que adentrou a madrugada desta quinta-feira (14). Para o parlamentar Valmir Assunção (PT-BA), o cenário na Câmara dos Deputados é extremamente preocupante. Ele declarou seu voto no primeiro turno para a socialista Luiza Erundina (Psol-SP) e disse que preferiu se abster no segundo turno no pleito envolvendo Maia e Rogério Rosso (PSD-DF).

“O que existe é uma bancada ultra conservadora, base de um governo golpista, que a cada dia retira direitos e sonhos dos trabalhadores e trabalhadoras. Chegamos ao segundo turno da eleição para presidente da Câmara com a disputa entre Eduardo Cunha, representado por Rosso, e o deputado Rodrigo Maia, de um partido que tem na sua origem a sustentação do regime militar no Brasil, o DEM, antiga Arena”. O deputado Rodrigo Maia teve 285 votos contra 170 de Rogério Rosso e cinco votos em branco.

Para Valmir, diante deste cenário, a decisão mais coerente era se retirar do processo eleitoral. “O MST, os movimentos sociais, o PT, o movimento LGBT, o movimento negro, de mulheres, juventude, do campo, indígenas, e tantos outros, quando me deram a procuração para representá-los na Câmara, não o fizeram para que eu participasse de um processo triste como este. Saio deste processo para continuar na luta, firme com o povo que derrubará todos estes golpistas e restabelecerá a democracia no Brasil com o mandato da presidenta Dilma”, completa.

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