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#Salvador: Trabalhadores marcham até o Farol da Barra contra o governo Temer e pedem ‘Diretas Já’

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A ação se somou às manifestações de mais 14 capitais | FOTO: Divulgação/Levante Popular da Juventude |

Pela renúncia de Michel Temer (PMDB) e por eleições diretas, bandeiras de luta convocadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, após o jornal O Globo divulgar informações das delações que envolvem a empresa JBS, 2 mil trabalhadores e trabalhadoras organizados em diversos Movimentos e Organizações Sociais ocuparam as ruas de Salvador no último domingo (21).

A ação se somou às manifestações de mais 14 capitais: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, Recife, Rio de Janeiro, São Luís e São Paulo. Durante os protestos, os trabalhadores convocaram toda sociedade soteropolitana para ocupar Brasília em um grande ato em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (24). Nesse sentido, Marcelo Carvalho, um dos manifestantes em Salvador, disse que esse é o momento para se pautar unidade e colocar no mínimo 1 milhão de pessoas em Brasília, “por isso é importante seguirmos em luta numa grande marcha”.

A mobilização começou às 13h no Campo Grande e depois seguiu pelo corredor da Vitória, região nobre de Salvador, até o Farol da Barra, onde ocorreu um ato político em denúncia ao governo Temer. No percurso, diversas intervenções artísticas, faixas, cartazes, gritos de ordem e músicas exigiam ‘Fora Temer’ e ‘Diretas Já’- principais reivindicações da classe trabalhadora em todo Brasil.

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Na Bahia, uma nova mobilização já está convocada para quarta-feira (24) | FOTO: Divulgação/Levante Popular da Juventude |

Diretas ou indiretas?
As mobilizações do domingo repudiavam a construção de eleições indiretas. Nesta modalidade, a população não possui direito ao voto. Os representantes são escolhidos em um colégio eleitoral, constituído por uma assembleia fechada. Por outro lado, as eleições diretas, defendida pelos manifestantes, coloca nas mãos do povo, por meio do voto, o poder de decidir quem será o novo presidente da República, caso Michel Temer renuncie ou sofra um impeachment.

Evanildo Costa, da direção nacional do MST, destacou a necessidade de se construir eleições diretas no Brasil para que cada trabalhador possa escolher o seu representante. “Não vamos aceitar a eleição indireta que o Congresso Nacional quer implementar e para impormos isso: agora é rua é luta!”.

Manifestações
Um calendário de lutas está sendo construído pelos Movimentos Populares, do campo e da cidade, para barrarem a continuidade do governo Temer. Na Bahia, uma nova mobilização já está convocada para quarta-feira (24), durante o Ocupa Brasília, e o MST está se somando a estas reivindicações em defesa da Terra, da Reforma Agrária e por uma sociedade mais justa e igualitária, defende o Movimento. As informações são do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia.

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