#Bahia: Mulheres do MST ocupam áreas da Chesf e da Usina de Xingó em defesa da água

Postado em mar 20 2018 - 11:41am por Jornal da Chapada
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“Um povo que não controla seus recursos naturais não tem condição de ser soberano”, afirma dirigente do MST | FOTO: Divulgação/MST |

Na manhã desta terça-feira (20), cerca de 2 mil mulheres sem-terra ocuparam a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), em Paulo Afonso, localizada no nordeste da Bahia. A ocupação mobiliza trabalhadoras assentadas e acampadas dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com o objetivo de barrar as medidas antipopulares do governo Temer e as privatizações de empresas estatais como a Chesf.

A estatal atua com capital aberto e trabalha na geração e transmissão de energia em alta e extra-alta tensão, a partir da bacia hidrográfica do rio São Francisco. As Sem Terra enfatizam que a Chesf é do povo, portanto, os frutos de sua produção precisam estar a serviço da classe trabalhadora e não de empresas privadas.

Em Sergipe, mais de 300 mulheres ocuparam a portaria da Usina de Xingó, em Canindé de São Francisco. As trabalhadoras residem no perímetro irrigado do Jacaré Curituba e afirmam que irão permanecer no local até que uma audiência seja marcada com a superintendência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Reivindicam também que a audiência seja realizada com a presença do Procurador Federal Dr. Ramiro Rockenbach, pois querem documentada a informação de quem é a responsabilidade da gestão do perímetro irrigado, do Jacaré Curituba.

Lucinéia Durães, da direção nacional do MST, diz que a água faz parte da soberania nacional. “Um povo que não controla seus recursos naturais não tem condição de ser soberano. Por isso ocupamos Chesf para dizer que defendemos o trabalho, defendemos nosso país e, principalmente, o nosso povo”.

Truculência
Após a ocupação na Chesf, a Polícia Militar invadiu um dos portões da empresa e, sem diálogo, jogou bombas de gás lacrimogênio contra as manifestantes. Duas mulheres ficaram feridas e outras passaram mal com o efeito do gás. As informações são do MST.

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