#Ipirá: Fechamento de bancos após explosões em assaltos causa transtornos à população

Postado em jun 4 2018 - 4:04pm por Jornal da Chapada
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Não há previsão de quando os transtornos chegarão ao fim e também não existe interesse político na situação, travando ainda mais o desenvolvimento econômico na região | FOTO: Reprodução/TV Subaé |

Idosos e aposentados estão vivendo uma peregrinação para realizar transações bancárias no município de Ipirá, no centro-norte da Bahia, depois que as agências do Banco do Brasil e Bradesco foram explodidas em ação de bandidos há exato um mês. No dia 4 de maio, cerca de 30 homens fortemente armados chegaram na cidade atirando e causando terror entre os moradores.

Os criminosos se dividiram em quatro grupos e cada um atuou de forma coordenada durante os assaltos. Conforme publicação do site Caboronga Notícias, um bando atacou as agências do Banco do Brasil e do Bradesco, inclusive explodiu as unidades bancárias. Elas ficaram totalmente destruídas e até esta segunda-feira (4) não foram reabertas. Ipirá conta ainda com outras três agências: Caixa, Banco do Nordeste e Sicoob. Mas não suprem a demanda.

Segundo os dados divulgados, toda a população tem passado por dificuldades para realizar transações bancárias, principalmente idosos e aposentados. Filas enormes se formam em estabelecimentos credenciados para que as pessoas possam realizar saques. Ipirá possui uma população atual de quase 70 mil habitantes. E os comércios não possuem recursos suficientes para atender o contingente que sofre na fila ao longo do dia.

Conforme a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), os prejuízos causados com a queda nas vendas chegam a mais de 30% em relação aos anos anteriores. “A maioria da população está se deslocando para efetuar transações bancárias em outros municípios e temendo serem assaltadas no retorno, preferem fazer suas compras naquelas cidades. Essa situação enfraquece ainda mais o nosso comércio”, detalha o presidente da CDL de Ipirá, Adson Soares, ao site Caboronga Notícias.

A publicação também informa que não há uma previsão de quando esse transtorno chegará ao fim. Não existe a ação conjunta dos poderes constituídos para que uma providência seja tomada junto aos bancos fechados para que eles ofereçam tratamento adequado aos seus clientes. A preocupação é que essa situação trave ainda mais o desenvolvimento do comércio local em plena época de São João e Copa do Mundo. Jornal da Chapada com informações do Caboronga Notícias.

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