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#Polêmica: Ministros do STF se manifestam sobre declaração de Carlos Bolsonaro; “Não se pode relativizar a democracia”

Nas palavras de um ministro, ao postar a mensagem, o vereador fez uma espécie de teste sobre o limite de suas declarações

De forma reservada, ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos pelo blog do Camarotti, no portal G1, demonstraram contrariedade com mensagem postada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC), do Rio de Janeiro, em que falou sobre a solução dos problemas do país pela democracia. Nas palavras de um ministro, ao postar a mensagem, o vereador fez uma espécie de teste sobre o limite de suas declarações. Houve forte reação, inclusive dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além do próprio presidente em exercício, Hamilton Mourão. “Não se pode relativizar a democracia”, disse um ministro.

Esse ministro chegou a lembrar que o STF deu um duro recado ao governo no fim do recesso do Judiciário quando considerou inconstitucional a reedição de medida provisória que insistia em transferir da Funai para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas. Nesta terça-feira (10), ministros do STF faziam questão de lembrar a afirmação do decano da Corte, o ministro Celso de Mello, que em seu voto alertou para o que chamou de indisfarçável resíduo de autoritarismo por parte do presidente Jair Bolsonaro.

“O comportamento do atual presidente da República, revelado na reedição de MP rejeitada, traduz clara e inaceitável transgressão a autoridade suprema da Constituição Federal. Uma inadmissível e perigosa transgressão da separação de poderes”, afirmou Celso de Mello na ocasião. “Parece ainda haver, na intimidade do poder, um resíduo de indisfarçável autoritarismo, despojado sob tal aspecto quando transgride a autoridade da Constituição. É preciso repelir qualquer ensaio de controle hegemônico do aparelho de Estado por um dos poderes da República”, completou o decano.

Na segunda (9), o vereador carioca afirmou numa rede social que a transformação que, segundo ele, o Brasil quer, não acontecerá na velocidade almejada, pelas vias democráticas. “Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”, afirmou o vereador em rede social. As informações são do G1.

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