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#Bahia: Secretário de Saúde alerta para casos de pessoas com covid-19 que morreram em casa

De acordo com Fábio Vilas-Boas, além da população estar morrendo em casa, sem procurar as unidades de saúde, os municípios pequenos estão com atraso no lançamento dos óbitos no sistema, o que causa um "represamento" dos dados.

O secretário de Saúde da Bahia (Sesab), Fábio Vilas-Boas, alertou nesta terça-feira (11) para casos de pessoas com covid-19 que morreram em casa, antes de procurarem um hospital. Ele fez um apelo para que a população, principalmente pessoas do grupo de risco, procure as unidades de saúde antes do estado de saúde agravar. “As pessoas simplesmente não buscam os serviços de saúde. Nós tivemos casos de pessoas que faleceram no domicílio, sem ter sequer dado tempo de buscar o sistema de saúde quando começaram a passar mal. Estamos então, há uma semana, entrando em contato com secretários de saúde de todo o interior, fazendo um apelo para as pessoas”.

Vilas-Boas apelou também para que médicos se antecipem e internem pessoas desses grupos de risco, para tratar a Covid-19 antes que o quadro de saúde piore e evolua para morte. “Peço que os médicos dessas unidades se antecipem e procurem internar as pessoas mesmo com sintomas mais leves, se elas pertencerem aos grupos de risco, como pessoas mais idosas, diabéticos, hipertensos, portadores de doenças pulmonares, renais, para que a gente possa intervir”.

O secretário falou ainda sobre o aumento da média móvel de mortes no estado. De acordo com ele, além da população estar morrendo em casa, sem procurar as unidades de saúde, os municípios pequenos do estado estão com atraso no lançamento dos óbitos no sistema, o que causa um “represamento” dos dados, ou seja: grande parte das novas mortes registradas é antiga. “Temos dois fenômenos que explicam o aumento. O primeiro é uma interiorização da doença, que vem atingindo municípios de pequeno porte e alguns distritos. Isso tem se traduzido sobre uma maior dificuldade de acesso dessas pessoas ao sistema de saúde.

A segunda razão é que esses mesmos municípios possuem estruturas menos sofisticadas, menos complexas de vigilância. “Tem havido óbitos que estão demorando de ser lançados no sistema de notificação oficial do Ministério da Saúde. O que está acontecendo é que, como o sistema demanda um treinamento maior, os óbitos acontecem e não aparecem”, explicou Vilas-Boas. O secretário detalhou ainda que foi iniciada uma força-tarefa para atualizar o sistema de registro das mortes e diminuir a subnotificação dos dados relacionados à covid-19.

“Há dez dias, nós iniciamos um mutirão e colocamos profissionais da Secretaria Estadual de Saúde, profissionais do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, em contato telefônico diário com todos os municípios do estado, pedindo para que eles notifiquem, ensinando eles a preencher o sistema de notificação oficial e, ao longo desses dias, óbitos antigos, alguns ocorridos há mais de 30 dias, começam a ser notificados. Quando ele é notificado, o dia da notificação é computado como o dia que o caso de óbito novo aconteceu”, pontuou. Com informações do G1.

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