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#Brasil: Fundador da banda Led Zeppelin, Jimmy Page tem suas histórias no país divulgadas em um livro

“Você nunca imaginaria um ídolo do rock do tamanho do Jimmy Page em Salvador, enquanto ia no boteco da esquina comprar cigarros, de chinelas Havaianas, ajudando um motorista a manobrar o carro para estacionar”, diz o jornalista, citando uma história contada por um dos entrevistados.

O fundador da banda inglesa Led Zeppelin, Jimmy Page, interagiu com muita gente entre idas e vindas ao Brasil. Histórias que estão contadas no livro ‘Jimmy Page no Brasil’, do jornalista carioca Leandro Souto Maior. “As passagens do Jimmy por aqui é um assunto que, como diria minha mãe, muita gente ouviu o galo cantar, mas ninguém sabe onde”, afirma. Músicas como Fool in the rain e Bonzo’s Montreaux foram inspirados pelo batuque brasileiro, com o qual Jimmy e o vocalista Robert Plant, fãs de futebol, se encantaram ao ver a torcida brasileira na copa do mundo de 1978, na Argentina.

Page chegou a gravar algumas músicas que fazem referência ao país, como o clássico Tangerine, no qual utiliza-se uma craviola – instrumento inventado pelo violonista Paulinho Nogueira. Com prefácio de Ed Motta, grande colecionador e pesquisador do Led Zeppelin, o livro conta com muitas fotos, depoimentos de Page recolhidos em jornais e vídeos da época. Além de casos que incluem Canisso, Carlos Coelho, Charles Gavin, Daniela Mercury, Ed Motta, Fernando Magalhães, George Israel, Gilberto Gil, Herbert Vianna, Liminha, Margareth Menezes, Nando Reis, Paulo Ricardo, Pepeu Gomes, Roberto Frejat e Tony Bellotto.

“Você nunca imaginaria um ídolo do rock do tamanho do Jimmy Page em Salvador, enquanto ia no boteco da esquina comprar cigarros, de chinelas Havaianas, ajudando um motorista a manobrar o carro para estacionar”, diz o jornalista, citando uma história contada por um dos entrevistados. “Jimmy esteve no Brasil como uma pessoa que quis ser anônima, e ele conseguiu por um tempo. A gente não lê nas biografias internacionais esse aspecto dele, é só o Jimmy superstar. Mas eu acho que a gente traz muita humanidade para ele ao descrever seus passos pelo Brasil. É uma história que precisava ser contada, e bem contada. Espero ter conseguido”, completa Souto Maior.

Jimmy veio pela primeira vez ao Brasil no réveillon de 1979, mas somente em 1994 voltou para divulgar o disco que gravou com Robert Plant, e conheceu a americana Jimena Gomez, filha de argentinos, que morava em Lençóis, na Chapada Diamantina. Casou-se com ela e comprou uma casa na cidade, para onde voltava todos os anos, até o fim do relacionamento, em 2008. Em 1997, fez uma generosa doação para a instituição de caridade Task Brasil Trust, que com o dinheiro fundou Casa Jimmy no Rio de Janeiro. O guitarrista costumava promover jantares e eventos beneficentes em prol da instituição, que era um abrigo e hoje se dedica à educação. Jornal da Chapada com informações do Correio Braziliense.

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