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Suíca dispara sobre morosidade em vacinação para garis e margaridas contra covid; “Racismo estrutural e institucional”

Ainda conforme o vereador, a falta de políticas públicas é um direcionador no desamparo da população afrodescendente na cidade mais negra fora do continente africano.

O vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), configurou a morosidade de inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras de limpeza urbana no calendário de vacinação contra a covid-19, como mais um ato de racismo institucional e estrutural velado pelas gestões municipal e estadual. Para o edil petista, não deveria haver distinção no processo de imunização, pois os profissionais têm atuado na linha de frente desde o início da pandemia. “Os garis e margaridas fazem parte do grupo que está na linha de frente no combate à covid e são fundamentais nesse período de crise por serem profissionais que promovem saúde e que ajudam a manter a cidade limpa, evitando a proliferação desse vírus que já matou mais de 386 mil pessoas no Brasil”, aponta Suíca, que é também presidente da Comissão de Reparação na Câmara de Salvador.

Ainda conforme o vereador, a falta de políticas públicas é um direcionador no desamparo da população afrodescendente na cidade mais negra fora do continente africano. “Temos que lembrar que os negros e pardos são os mais atingidos por essa crise. Então, se o trabalhador de limpeza urbana não é colocado como prioridade, a gente está ajudando a perpetuar essa desigualdade que existe no Brasil, não só de forma racista e preconceituosa, mas também desmerecendo e desvalorizando o trabalho desses profissionais, desses pais e mães de família que se arriscam diariamente para ajudar a manter o bem-estar da população”. Procurada, a coordenadora-geral do Sindilimp-BA, Ana Angélica Rabello, diz que incluir os garis e margaridas no calendário de vacinação “é uma conquista e proteção à vida de quem se arrisca cotidianamente para manter os equipamentos públicos limpos e evitar proliferação”.

Já o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) reafirma a posição de que se trata de uma questão política onde os estados e municípios já têm autonomia para fazer essas inclusões, já que a própria Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que trata do assunto aprovou vacinação urgente para a categoria. “Houve reunião da CIB extraordinária [neste sábado – 24 de abril] e foi aprovada a vacinação prioritária para profissionais da limpeza, mas vão aguardar o MS [Ministério da Saúde] enviar as doses para esse público, porque só entraram como prioritário recentemente no plano nacional. Aprovado também a vacinação de trabalhadores da educação a partir de 40 anos. Deve ser publicado em resolução no início da semana. De toda sorte, cada município vai ter que organizar sua lógica de vacinação e, provavelmente, vão escalonar esse grupo, começando pelos mais velhos até alcançar o público dos 40 anos. A Secretaria Municipal de Saúde deve se manifestar em breve”, completa Solla.

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