Márcio Nunes de Oliveira, novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), nomeado por Jair Bolsonaro (PL), mudará o comando da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dircor), justamente o órgão responsável por investigar políticos, incluindo o próprio presidente.
Uma das apurações que afetam Bolsonaro é em relação à possível interferência dele no comando da PF, com o objetivo de proteger familiares e integrantes do seu grupo político.
O delegado Luís Flávio Zampronha é o atual chefe da Dircor. Ele está no cargo desde abril de 2021, quando Paulo Maiurino assumiu a vaga de diretor-geral. Um dos favoritos para assumir o lugar de Zampronha é o delegado Caio Rodrigo Pellim, atualmente na Superintendência Regional do Ceará.
Nunes é o quarto diretor-geral da PF em menos de 40 meses. Ele substituiu Maiurino. Desde o início do governo de Bolsonaro, a quantidade de prisões relacionadas a inquéritos que apuram casos de corrupção não para de cair, de acordo com reportagem de Marcelo Rocha, na Folha de S.Paulo.
Prisões por corrupção despendam na gestão de Maiurino
Porém, durante a gestão de Maiurino na PF, o número despencou. Em 2021, foram contabilizadas 164 prisões, queda de 60% em relação ao ano anterior, que registrou 411.
A avaliação de policiais vai na direção de que as trocas no comando geral influenciam o trabalho. O setor de combate à corrupção seria um dos que mais sofrem com isso.
A queda no número de prisões, reduzidas no último ano ao nível mais baixo desde o governo de Michel Temer, confirma a análise. Com informações da Revista Fórum.















































