A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai ampliar sua capacidade de produção de insumos e kits diagnósticos para o Sistema Único de Saúde (SUS) com uma nova planta produtiva, cuja cessão foi formalizada nesta segunda-feira (10). A fábrica, localizada em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, pertence à empresa francesa bioMérieux e será cedida à Fiocruz por um período inicial de dez anos.
A decisão faz parte de uma redefinição do modelo de negócios da bioMérieux no Brasil. Ao invés de encerrar as atividades da unidade, a empresa — fornecedora da saúde pública brasileira desde a década de 1970 — optou por ceder a fábrica à Fiocruz, com quem já mantém outras parcerias.
A operação no local está prevista para começar em março de 2026, com a produção da linha de testes rápidos. A nova planta ficará vinculada ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), responsável pela pesquisa, desenvolvimento e fabricação de vacinas, biofármacos e kits diagnósticos voltados prioritariamente ao SUS.
Na fábrica, será possível realizar todas as etapas do processo produtivo — desde o corte até a montagem final dos testes —, incluindo controle de qualidade, testes de estabilidade e produção de painéis para avaliação externa.
Com essa iniciativa, a Fiocruz espera fortalecer a autonomia nacional em diagnósticos e aprimorar a capacidade de resposta do Brasil diante de emergências sanitárias. “Esse é um passo estratégico para ampliar a capacidade nacional de produção e inovação em diagnósticos, gerando benefícios à população ao ofertar ferramentas diagnósticas precisas, tempestivas e sustentáveis, acompanhando o avanço tecnológico em favor do enfrentamento de emergências sanitárias”, destacou o presidente da fundação, Mario Moreira.
Jornal da Chapada






















































