Dados do último Censo do IBGE mostram que a Bahia possui a segunda maior população indígena do Brasil, sendo que mais de 90% vivem fora de territórios oficialmente reconhecidos. O Estado também registra 138 localidades indígenas fora de terras tradicionais, representando cerca de 68,3% do total nacional.
O mesmo levantamento aponta que a Bahia abriga a maior população quilombola do país, com cerca de 397 mil pessoas, correspondendo a 2,8% da população estadual. Cinco dos dez municípios brasileiros com as maiores populações quilombolas estão em território baiano.
Esses números reforçam a necessidade de cuidados para com a população indígena e as comunidades quilombolas, com a formulação de políticas públicas que levem às aldeias e aos quilombos ações que atendam as principais necessidades dos povos originários e comunidades tradicionais. O Conecta Bahia, por exemplo, programa do Governo da Bahia, com investimento da Secti e da Saeb, leva conectividade significativa para aldeias e quilombos.
A entrega de pontos de conexões gratuitos na Comunidade Indígena Kariri-Xocó e no Povoado Várzea, no município de Paulo Afonso, onde o secretário da Secti, Marcius Gomes, representou o governador Jerônimo Rodrigues, é um dos marcos do novo momento do Conecta Bahia, que prioriza povos originários e comunidades tradicionais.
Para o secretário Marcius Gomes, o foco do programa revela as intencionalidades de um “Governo que cuida da sua gente”. “Vamos levar conectividade significativa para todos os territórios de identidade. Hoje, conectividade é direito fundamental e requisito essencial ao pleno exercício da cidadania. Desta forma, garantiremos que a população utilize, de forma efetiva e contínua, o ambiente digital como instrumento de ampliação das oportunidades de desenvolvimento humano, social e econômico”, afirma.
Cacique da Comunidade Indígena, Jailson Kariri-Xocó comemora a conexão. “Internet é facilidade. Eu diria que, para o nosso povo, internet é tudo. Eu mesmo necessitava da internet aqui para poder buscar projetos sem sair do território, para enviar documentos, para estudar”, diz o cacique, listando formas práticas de como o Conecta Bahia facilita a vida da comunidade.
Quem compartilha do mesmo sentimento é Maiana Guruanna. Ela, que é agente de saúde indígena, destaca a importância da conexão para a juventude. “É melhoria para nossos jovens estudarem. Muitos deles estão prestes a se formar e tinham essa dificuldade em questão da internet. A internet veio para modificar a vida de toda comunidade”.
O vice-cacique José Antônio Santos lembra como o serviço facilita as transações digitais. “Eu mesmo tinha dificuldade de vender os artesanatos. Poucas pessoas andam com dinheiro hoje. É sempre no Pix. Então, a internet na comunidade foi fundamental”.
Em seu novo momento, iniciado com entregas nos municípios de Seabra, Paulo Afonso e Maracás, o Conecta Bahia ampliou a velocidade e a quantidade de acessos simultâneos. O investimento, que chega a R$ 52 milhões, já alcança 364 municípios, com a meta de atingir todos os 417 municípios. Ao todo, considerando os ciclos de execução, serão implantados 1.088 pontos de conexão gratuita. As informações são de assessoria.
















































