A decisão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de não decretar ponto facultativo para servidores municipais na segunda-feira (20), véspera do feriado de Tiradentes, ganhou grande repercussão e dividiu opiniões nas redes sociais.
Durante entrevista, o gestor justificou a medida afirmando que não deve haver diferença entre o funcionamento do setor público e da iniciativa privada. Segundo ele, o servidor público, ao assumir o cargo, passa a prestar serviço à sociedade e, por isso, deve manter a rotina de trabalho mesmo em datas que antecedem feriados.
O prefeito também ressaltou a importância de manter serviços essenciais em funcionamento, especialmente nas áreas de educação e assistência. Ele destacou que o funcionamento de creches e escolas é fundamental para que pais que atuam na iniciativa privada possam cumprir suas jornadas de trabalho com tranquilidade.
Outro ponto levantado por Brunini foi a comparação salarial, ao afirmar que, em muitos casos, os vencimentos do serviço público são superiores aos praticados em parte da iniciativa privada. Com a decisão, os serviços municipais seguem normalmente no dia 20, sendo interrompidos apenas na terça-feira (21), data oficial do feriado.
A medida acompanha o posicionamento do Governo do Estado do Mato Grosso, que também optou por não decretar ponto facultativo na mesma data.
A repercussão foi imediata. Enquanto parte dos internautas apoiou a decisão, destacando a necessidade de equilíbrio entre os setores, outros criticaram a medida e saíram em defesa dos direitos dos servidores públicos. Entre as críticas, foram citadas questões como salários defasados, descontos previdenciários e condições de trabalho em determinadas áreas, especialmente na educação.
Na Bahia, a situação é diferente. O governo estadual e a Prefeitura de Salvador decretaram ponto facultativo para a mesma data, conforme publicação oficial. Ainda assim, serviços considerados essenciais, como saúde, mobilidade e fiscalização urbana, seguem funcionando normalmente. Com informações do Farol da Bahia.


















































