Mais uma etapa do SOS Bahia foi realizada na manhã desta terça-feira (2) no estado. Desta vez, foi a vez de Salvador receber o painel de discussões sobre a educação, num evento promovido pela Fundação Índigo e liderado pelo ex-prefeito da capital e pré-candidato a governador, ACM Neto (União Brasil). O encontro teve como palestrantes o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder, e o deputado federal e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho.
O Fórum SOS Educação reúne, além de Feder e Mendonça Filho, especialistas da Bahia e de outros estados que se dedicaram a construir um diagnóstico preciso e uma proposta de reestruturação da escola pública baiana. A partir de uma escuta ampla e da análise de evidências, foi elaborada uma carta-compromisso com uma convicção unânime: a solução exige continuidade, foco na aprendizagem real e responsabilização pública pelos resultados.
O documento elenca a aprendizagem como o principal ponto a ser atingido pelas políticas públicas de educação no estado. “A Bahia precisa de um governo que enfrente essa realidade sem desculpas e sem maquiagem estatística. Um governo que entenda que escola que aprova sem ensinar não é inclusão — é exclusão com carimbo”, diz trecho da carta.
Presidente da Fundação Índigo, o pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto, destacou a importância dos debates setorizados sobre os problemas do estado. “Há um propósito de contribuir com novas ideias, experiências que estão dando certo no Brasil, de ajudar a fazer esse contraponto do que o PT aqui na Bahia e o governador Jerônimo Rodrigues pregam de que os problemas da educação acontecem em todo lugar e a baixa qualidade é inerente à questão da rede pública. Não é verdade”, enfatizou, em entrevista coletiva.
Principais propostas para educação da Bahia
• Gestão técnica dos Núcleos Regionais de Educação, com metas, monitoramento e prestação de contas;
• Revogação da aprovação automática e criação de programa permanente de recomposição da aprendizagem;
• Ampliação da alfabetização na idade certa, com meta de elevar o índice de 55% para 80% até 2030;
• Expansão do ensino médio integral e fortalecimento do ensino técnico alinhado às vocações econômicas de cada região;
• Valorização dos professores, com revisão da carreira, bônus por desempenho e seleção técnica para diretores escolares;
• Universalização da infraestrutura básica nas escolas, incluindo internet, climatização, bibliotecas e laboratórios;
• Ampliação das políticas de inclusão e combate às desigualdades raciais, sociais e regionais;
• Criação do programa *Bahia no Trilho*, com uso de inteligência artificial para identificar alunos em risco de evasão e reforço da assistência estudantil;
• Repasse direto de recursos às escolas para pequenas manutenções e compra de materiais.

















































