O historiador e comediante Matheus Buente participou de uma entrevista no programa Provoca e chamou atenção ao abordar temas como racismo, fake news, identidade cultural, educação e os desafios da sociedade brasileira. A conversa foi exibida no dia 12 de maio e teve a condução de Marcelo Tas, reunindo reflexões sobre história, comportamento e o papel da cultura baiana na formação da identidade nacional.
Durante a entrevista, Buente destacou a importância de combater a desinformação e refletiu sobre a forma como a história do Brasil é ensinada e interpretada ao longo dos anos. O historiador também defendeu a necessidade de uma postura antirracista na sociedade, argumentando que o enfrentamento ao preconceito exige ações concretas e uma compreensão mais profunda das desigualdades históricas que ainda persistem no país.
Outro tema abordado foi a presença do racismo na comédia e os limites do humor diante de questões sociais sensíveis. Ao longo da conversa, Buente ressaltou que a comédia pode ser uma ferramenta poderosa para provocar reflexão, mas alertou para a importância da responsabilidade na construção de narrativas que envolvem grupos historicamente marginalizados.
Em um dos momentos mais repercutidos da entrevista, o historiador falou sobre aspectos da identidade baiana que, segundo ele, costumam ficar fora das representações mais conhecidas do estado. “O que o baiano tem de pior é ser ignorante, uma vontade de brigar constante, talvez pelo fato de Salvador ser uma cidade muito brutalizada e berço de revoltas”, afirma ao comentar características ligadas à formação histórica e social da capital baiana.
Apesar da observação crítica, Buente também fez uma defesa enfática da cultura produzida na Bahia e da necessidade de os próprios baianos valorizarem suas origens. Para ele, fortalecer o sentimento de pertencimento é essencial para preservar tradições, reconhecer a riqueza cultural do estado e ampliar o respeito pela diversidade presente na sociedade baiana.
“Eu tenho minha música, minha religiosidade, minha cultura, tenho tudo com o selo Bahia de produção. E, modéstia à parte, o povo gosta, já que temos muitos artistas consagrados como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, Lázaro Ramos e Wagner Moura”, declara. A fala sintetizou uma das principais mensagens defendidas por Matheus Buente durante a entrevista: a valorização da cultura baiana como instrumento de identidade, memória e transformação social.
Jornal da Chapada

















































