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#Eleições2026: Rui diz que regionalização transformou a saúde na Bahia e destaca investimento de R$ 1,6 bilhão fruto da parceria com Lula

Candidato utilizou as redes sociais para celebrar a ampliação do acesso à saúde pública e a modernização da rede de atendimento | FOTO: Ricardo Stuckert |

A política de regionalização da saúde implantada pelos governos do PT transformou o acesso da população baiana aos serviços de alta complexidade ao descentralizar o atendimento, antes concentrado em Salvador. “Antes dos nossos governos, uma fila de ambulâncias se formava no na entrada de Salvador, com pacientes vindos do interior para serem atendidos nos hospitais da capital”, lembrou o candidato ao Senado, Rui Costa (PT).

Segundo o ex-governador, hoje todas as regiões do estado contam com serviços como UTI, neurocirurgia, procedimentos cardíacos, UTI pediátrica e atendimento para gestantes de alto risco. Rui falou sobre o assunto em publicação no seu perfil oficial no X (antigo Twitter), nesta quarta-feira (4), Dia Nacional da Saúde.

A mudança foi viabilizada por investimentos em hospitais regionais, policlínicas e unidades especializadas em diferentes territórios da Bahia. Entre os exemplos estão o Hospital Regional Costa do Cacau, o Hospital Prado Valadares em Jequié, o Hospital da Mulher em Salvador, o Hospital do Oeste em Barreiras, o Hospital Costa das Baleias em Teixeira de Freitas, o recém inaugurado Hospital do Litoral Norte em Alagoinhas, as 26 policlínicas regionais e os investimentos nos hospitais filantrópicos, com novos equipamentos e ampliação de leitos.

Além de ampliar o acesso à saúde, a regionalização fortaleceu os municípios ao criar polos de atendimento, gerar empregos e movimentar a economia local. Rui Costa destacou que esse processo continuará com a construção de novos hospitais em cidades como Paulo Afonso, Serrinha, Jacobina, Valença e Gandu, ampliando ainda mais a rede de atendimento especializado no estado.

A saúde na Bahia tem sido destacada por Rui Costa como um exemplo de gestão baseada no respeito ao Pacto Federativo. “A área da saúde representa essa forte expansão [de políticas públicas e serviços] que nós fizemos. A Bahia tem hoje 56 hospitais estaduais. Uma expansão que garante o que não existia na Bahia no passado. Não existia serviço de cardiologia no interior, não existia neurocirurgia no interior, não existia tratamento de câncer e vários outros procedimentos”, lembrou o ex-ministro.

“A gente investe nas cidades pelo interesse da população. Essa é uma diferença entre nós, do time de Lula, e eles [oposição]. Quando eu fui governador, nem o dinheiro para a UTI eles queriam pagar [na gestão do ex-presidente Bolsonaro]. Todos os leitos de hospitais que eu abri, eles não credenciaram, porque eu era governador da Bahia. Mas nós não agimos assim. Nós não perseguimos a população, porque o prefeito vota ou não vota na gente”, ressalta Costa.

Exemplo para o Governo Lula
As policlínicas regionais criadas pelo ex-governador Rui Costa, na Bahia, serviram como exemplo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para a equipe do Ministério da Saúde, incluindo o padrão entre as obras do Novo PAC, a partir de janeiro de 2023.

“A policlínica é um modelo que dá uma lição de como é possível consertar a saúde nesse país”, afirmou Lula sobre as policlínicas da Bahia, após visitar a unidade estadual da cidade de Juazeiro, no oeste do Estado, em julho de 2025.

Pelo Novo PAC, a primeira policlínica foi inaugurada no final de junho desse ano, na cidade de Camaçari. Com capacidade para realizar mais de 54 mil atendimentos e exames por mês, como tomografia, ressonância e mamografia, a Policlínica de Camaçari é a 27ª do estado.

As policlínicas foram projetadas para oferecer atendimento em diversas especialidades médicas, além de exames laboratoriais, gráficos e de imagem, como o objetivo de ampliar significativamente a capacidade de atendimento na região metropolitana e no interior do Estado.

O ex-ministro da Casa Civil lembra que o governo do presidente Lula, ao retomar as obras que estavam paralisadas, ao liberar mais de R$ 32,2 bilhões em obras de saúde no Novo PAC e ao criar o programa Agora Tem Especialistas, reforça a rede pública de saúde ampliando, pelo menos, em duas vezes a oferta de consultas e exames especializados para os municípios brasileiros.

“Os investimentos do Novo PAC fazem parte do esforço iniciado pelo presidente Lula logo no início do seu governo para seguir transformando a vida do povo brasileiro com mais acesso, mais estrutura e mais dignidade”, reiterou o ex-ministro da Casa Civil, que coordenou a retomada do programa e a integração dos ministérios.

O Novo PAC Saúde é um programa do governo Lula que investe, somente na Bahia, R$ 1,674 bilhão para melhorar o atendimento do SUS. 100% dos municípios baianos foram contemplados com algum equipamento ou empreendimento do Novo PAC, na área da saúde, como unidades básicas de saúde, maternidades, CAPS, ambulâncias do SAMU 192 e unidades odontológicas móveis.

Salvador envergonha a Bahia
Ao contrário do que acontece a nível estadual, o modelo de governo do União Brasil, visto em Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, não dá exemplo para a Bahia. A gestão da saúde na capital baiana falha no atendimento, da atenção básica à emergência, como tem criticado Rui Costa.

“O Hospital Municipal de Salvador tem duzentos leitos. Menor do que o hospital de Itabuna, cidade com 200 mil habitantes. Salvador tem quase 3 milhões de habitantes e o maior hospital municipal tem 200 leitos, com porta fechada, ou seja, não tem emergência”, contou.

Segundo Rui, Salvador ocupa as últimas posições em indicadores em assistência pré-natal e estrutura da atenção básica. “É um desastre, é uma gestão medíocre. Gestor bom é aquele que cuida de saúde e educação”, disse.

Rui também detalha que tem cidades menores, no interior, construindo ou melhorando hospitais municipais, em parceria com o governo do Estado, enquanto que cidades de médio e de grande porte têm o atendimento de saúde garantido graças aos serviços mantidos pelo Estado, como é o caso de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Jequié.

“Na Bahia, a maioria dos prefeitos se esforçam com arrecadação pequenininha, um esforço gigantesco, para manter o hospital municipal funcionando. Mas, na Bahia acontece o contrário do que em outros estados. Os municípios grandes não têm hospital municipal, não têm UPA municipal, aí uma criança, um idoso, que machuca o braço, que tem uma diarreia mais forte, tem que ir para o hospital regional do estado, que existem para atendimentos mais graves, para média e alta complexidade”, explicou Rui Costa.

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