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Homenagem a Mãe Gilda marca Dia de Combate à Intolerância Religiosa na Bahia

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| FOTO: Elói Corrêa/GOVBA |

Marcando o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, lideranças do candomblé, de outras religiões de matriz africana e do movimento negro depositaram na manhã desta quarta-feira (21) flores no busto de Mãe Gilda, localizado no Parque do Abaeté, no bairro de Itapuã, em Salvador. Instituída em 2007, a data foi criada em memória de Gildásia dos Santos, que morreu há 15 anos por problemas de saúde agravados pela perseguição religiosa, tendo seu terreiro invadido e violado. O ato simbólico organizado pelo terreiro Axé Abassá de Ogum, fundado pela ialorixá, contou com as presenças das secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial, Vera Lúcia Barbosa, e de Políticas para as Mulheres, Olívia Santana. Também participaram músicos do bloco afro Malê Debalê.

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| FOTO: Elói Corrêa/GOVBA |

Para Mãe Jaciara dos Santos, filha biológica de Mãe Gilda e atual ialorixá do Abassá de Ogum, a homenagem lembra a luta pela liberdade de culto e respeito às religiões afrobrasileiras simbolizadas no monumento inaugurado há três meses. “O busto é um marco histórico de luta e não só simboliza a morte de Mãe Gilda e o Dia de Combate à Intolerância, mas uma reparação para todo o povo de candomblé, para todas as casas e as ialorixás que ainda sofrem essa perseguição”. A secretária Olívia Santana completou dizendo que “o povo precisa conhecer essa história feita por muitos, mas que tem face, um ícone que celebramos hoje através da imagem de Mãe Gilda de Ogum”.

Entre as políticas de garantia à liberdade de expressão das religiões de matriz africana, a Bahia avançou nos últimos anos com a criação da secretaria estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em 2006, do Centro de Referência Nelson Mandela, que oferece apoio psicológico, social e jurídico a vítimas de racismo e intolerância religiosa, em 2013, e a sanção da Lei nº 13.182/14, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. “Após a regulamentação dos decretos, [o estatuto] terá uma amplitude muito grande, sobretudo no debate da questão e de recursos e mecanismos para amparar toda a causa racial e religiosa”, disse a secretária de Promoção da Igualdade Racial Vera Lúcia Barbosa.

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