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Valmir defende MST e diz que não é só a direita que pode protestar: “Sempre estivemos nas ruas”

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O deputado federal Valmir Assunção ainda defende o ex-presidente Lula | FOTO: Agência Câmara |

As mobilizações que acontecem desde a última sexta-feira (4) seguem ganhando força em cidades da Bahia e de outros estados do país. Nesta quinta-feira (10), o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) defendeu os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de todos os movimentos sociais que estão tomando as ruas para o que considerou de “estado de vigília constante”. De acordo com Assunção, políticos do PSDB disseram que no dia 13 de março vão fazer manifestações pedindo a cassação da presidente Dilma Rousseff. “Acreditamos em um país onde todos tenham seus direitos e sejam respeitados. Do mesmo jeito que o PSDB está dizendo que vai fazer manifestação, os sem-terra, ou quem quer que seja, aqueles que sempre estiveram na rua têm o mesmo direito de fazer manifestação”.

Durante pronunciamento na Câmara Federal, Valmir desconstruiu a ideia passada para a população pela oposição de que as manifestações é contra a corrupção. Segundo o parlamentar baiano, alguns políticos dizem que se militantes do PT, os sem-terra, se manifestarem no dia 13 haverá uma guerra. “Quem quer provocar guerra neste país é o PSDB. São aqueles políticos que não respeitam a democracia, que não reconhecem a vitória da presidente Dilma. Esses que querem romper com o processo democrático e, ao mesmo tempo, criar um clima de terror no Brasil. Vamos defender o ex-presidente Lula, a presidente Dilma, e esse projeto que mudou a vida o povo brasileiro. Faremos isso em todos os lugares, a todo o momento, porque nunca saímos das ruas. Sempre estivemos nas ruas”.

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Manifestações aconteceu em diferentes regiões da Bahia | FOTO: Divulgação/MST |

Manifestações na Bahia
Desde a última sexta (4) há protestos em diferentes regiões da Bahia. Em Lajedão, no sul do estado, 1,3 mil mulheres ocuparam uma fazenda, onde, recentemente, foram libertados 330 trabalhadores, que estavam em situação de escravidão. Os sem-terra estão reivindicando a desapropriação da fazenda. “Não podemos mais ter escravos no Brasil. A terra é de quem quer produzir, e as mulheres foram lá fazer a denúncia e lutar pela reforma agrária”, diz Valmir.

Há manifestação também em Itagibá, onde 450 mulheres ocuparam uma fazenda em área de mineração, em pré-falência, e que demitiu os trabalhadores. A mesma ação aconteceu na Chapada Diamantina, com mais 450 mulheres. Também houve manifestação em Juazeiro, Itamaraju, Itabuna, Feira de Santana e Salvador. “Todas essas ações tem um ponto em comum: não aceitar, de forma alguma, o Estado de exceção que está sendo construído no Brasil”, conclui o deputado petista.

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