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Bahia: Prefeito de Medeiros Neto passa mal ao saber da prisão dos filhos

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O prefeito de Medeiros Neto, Nilson Vilas Boas Costa | FOTO: Reprodução/extremosul.com.br |

A prisão de dois ex-secretários de Administração e filhos do prefeito da cidade de Medeiros Neto, Nilson Vilas Boas Costa (PSB), de 80 anos, na última quarta-feira (13) por conta da segunda fase da Operação Hera, e levou o prefeito ao hospital. Ele passou mal ao saber da notícia. De acordo com informações da assessoria de comunicação da prefeitura, Nilson Costa teve um mal-estar e foi encaminhado para o Hospital Regional da cidade, onde passou por exames. O prefeito foi liberado da unidade de saúde, já está em casa e passa bem, conforme a assessoria.

Os filhos do gestor municipal foram encaminhados para o Presídio de Teixeira de Freitas, onde já estão a secretária da Educação do município e um motorista da pasta, que foram alvos da primeira fase da operação, realizada em março. Ainda de acordo com a gestão municipal de Medeiros Neto, o “setor jurídico da prefeitura está tomando as devidas providências a respeito do assunto”.

Operação
Segundo informações do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), a operação em conjunto com a Polícia Federal pretende desarticular organização criminosa acusada de desviar verbas públicas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo a procuradoria, o esquema criminoso era executado, em sua maioria, por servidores públicos da prefeitura de Medeiros Neto, que inseriam dados falsos, como acréscimos salariais e gratificações ilegais, nos contracheques de servidores públicos municipais, escolhidos aleatoriamente. Ainda de acordo com as investigações, após a compensação dos valores, os servidores eram obrigados a devolver os acréscimos ilegalmente recebidos à Secretaria Municipal de Educação.

“No curso das investigações, a Polícia Federal e o MPF constataram que os ex-secretários de Administração de Medeiros Neto teriam praticado atos de obstrução de provas e seriam os principais mentores do esquema”, apontou o MPF por meio de comunicado oficial. Conforme o MPF, durante a primeira fase da operação, a Justiça Federal determinou a indisponibilidade de bens e o afastamento dos cargos públicos de seis investigados; a condução coercitiva de quatro agentes públicos e a prisão preventiva de outros dois agentes, dentre eles, a secretária de Educação municipal.

Ainda segundo o MPF, até pronunciamento final do Poder Judiciário, prevalece em favor dos acusados a presunção de inocência, nos termos da Constituição. Em função disso, os nomes dos réus foram preservados. As informações são do G1BA.

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