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Surfe deve ser reconhecido como modalidade olímpica no Japão no ano de 2020

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Atletas defendem que o surfe seja reconhecido como modalidade olímpica | FOTO: Reprodução |

A Comissão Nacional de Atletas, do Ministério do Esporte, da qual faz parte o campeão brasileiro de surfe Rico de Souza, faz estudo para que na Olimpíada de Tóquio, no Japão, em 2020, o surfe possa ser aceito como modalidade olímpica. Segundo Rico de Souza, há requisitos técnicos que precisam ser atendidos. “A gente está trabalhando para que possa acontecer no Japão. Essa parte técnica é muito burocrática”, comentou.

Enquanto o projeto é desenvolvido, os moradores do Rio de Janeiro e turistas terão a oportunidade de conhecer um pouco da história do surfe nacional e mundial, durante exposição franqueada ao público que o Espaço Cultural Furnas abriu nessa sexta-feira (13) em sua sede, em Botafogo, zona sul da capital fluminense. A mostra reúne parte do acervo do Museu de Surf Rico, e se estenderá até 12 de junho.

No Espaço Cultural Furnas, estarão expostas 65 pranchas de surfe que pertenceram a Rico de Souza e também a campeões nacionais e internacionais, como Pepê Lopes, Tom Carroll, Randy Rarick, Rory Russel, este considerado uma lenda viva do surfe havaiano, além de 100 fotos do acervo total de 15 mil fotos, que narram a história do surfe desde os anos de 1960 até hoje.

“Há mais de 30 anos, eu venho colecionando pranchas, por influência de Randy Rarick e da cultura havaiana que trabalha essas peças”, disse Souza. A primeira, feita de madeira, na qual Rico de Souza aprendeu a surfar, também estará em exibição. Há ainda pranchas assinadas por outros campeões, como o norte-americano Kelly Slater e o havaiano John John Florence.

A exposição coincide com a realização, na zona oeste da cidade, da etapa Rio de Janeiro (Rio Pro) do Circuito Mundial de Surfe, que reúne a elite do surfe mundial. A etapa brasileira foi iniciada no último dia 10 e se estenderá até o dia 21 deste mês. Considerado referência para o surfe no Brasil, Rico de Souza confirmou que o surfe deixou de ser considerado um estilo de vida, cresceu e hoje é um esporte que “ao contrário do futebol, dá alegrias aos brasileiros”.

Rico de Souza adiantou que o Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio) dará ao museu uma sede fixa em suas instalações, na zona portuária. Até agora, o museu participa somente de mostras itinerantes. O AquaRio tem previsão de inauguração no segundo semestre deste ano. “Quando o aquário ficar pronto, a gente leva o museu para lá”, comemorou Souza.

Alguns surfistas brasileiros são apoiados por Furnas, entre os quais Lucas Silveira, Pedro Scooby, Pedro Calado, Chloé Calmon, Silvana Lima, Davi Teixeira (o Davizinho) e Lena Guimarães. Rico de Souza destacou a necessidade de que mais empresas apoiem esse esporte. “É importante que outras empresas patrocinem o esporte e motivem os atletas, para que ele possa se estruturar e ter grandes campeões”.

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