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#Polêmica: Moro envia áudio a membros do MBL pedindo desculpas por tê-los chamado de tontos

Moro teria usado o termo ao procurar Deltan Dallagnol para pedir ajuda a fim de conter uma manifestação do grupo | FOTO: Divulgação |

No mais novo capítulo da política brasileira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mandou um áudio a membros do Movimento Brasil Livre (MBL) pedindo desculpas, apesar de ter afirmado não saber se os termos são seus, por tê-los chamado de “tontos”. Nas mais recentes mensagens, publicadas desta vez pela Folha de S.Paulo e pelo site The Intercept Brasil, Moro teria usado o termo ao procurar Deltan Dallagnol para pedir ajuda a fim de conter uma manifestação do grupo.

Na ocasião a manifestação do MBL foi em frente à casa do ministro Teori Zavascki, então relator da Lava-Jato no STF. Moro achou ruim, pois a ação atrapalharia o processo. “Consta ali um termo que não sei se usei mesmo, acredito que não, pode ter sido adulterado, mas queria assim pedir minhas escusas, se eu eventualmente utilizei (o termo)”, disse em áudio obtido pela Coluna do Estadão. “Porque sempre respeitei o MBL, sempre agradeci o apoio que esse movimento deu”. Moro e os procuradores não reconhecem a autenticidade das mensagens, mas não negam o conteúdo ou apontam indícios de fraude.

A Folha de S.Paulo informou ter achado no material do Intercept mensagens de seus profissionais para a força-tarefa e informou que estavam íntegras. A assessoria de Moro informou que “o material referente a pessoas com foro privilegiado foi remetido ao STF no primeiro dia útil após a PF ter juntado aos autos”. A força-tarefa disse que “não teve acesso aos materiais citados” e, por isso, “tem prejudicada sua possibilidade de avaliar a veracidade e o contexto dos supostos diálogos”.

Planilhas
O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, procurador Deltan Dallagnol, sugeriu ao delegado Márcio Anselmo, da Polícia Federal, que planilha sobre possível propina para políticos com foro privilegiado fosse anexada em inquérito sigiloso em Curitiba, segundo as mensagens publicadas pela Folha de S.Paulo e pelo site The Intercept Brasil. Tornada pública, a planilha teve de ser enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O diálogo teria ocorrido em 23 de março de 2016, um dia depois de se tornar público que o delegado havia inserido em um inquérito uma planilha apreendida na Odebrecht que listava supostos pagamentos de propina a políticos então com foro privilegiado. A ação da PF teria provocado a reação do então juiz e hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, que teria dito que se tratava de “tremenda bola nas costas” da PF. Diante do fato, Moro dizia não ver alternativa a não ser enviar o processo que envolvia o publicitário João Santana ao STF. Jornal da Chapada com informações de Correio Braziliense.

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