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Chapada: Assassinato de jovem natural de Boninal continua sem solução; família diz não ter acesso ao inquérito

A assessoria da Polícia Civil informou em nota que o inquérito foi concluído com indicativo de autoria e está sendo encaminhado à Justiça.

Já faz um ano do assassinato do assessor parlamentar e estudante Jerrian Cunha, de 28 anos, nascido em Boninal, na Chapada Diamantina, e a família da vítima conta que não tem acesso às informações do inquérito que investiga autoria e motivação do crime. Jerrian foi morto a tiros quando passava pela Avenida Edgar Santos, em Salvador. Ninguém foi preso pelo crime. De acordo com o irmão da vítima, Pedro Cunha, a família segue tentando acompanhar o caso, mas as investigações estão restritas até para a advogada da família.

“A gente está acompanhando. Há uns três meses, estive com o promotor e a delegada do caso, mas a gente não tem tido muitas informações. Nem nossa advogada sabe direito sobre a investigação. A polícia não permite que a gente veja o inquérito”, contou. Pedro disse ainda que a situação preocupa a família, que não sabe o andamento do processo. A alegação dada, segundo ele, é de que o caso envolve muitas pessoas.

“Eu tenho preocupação, porque se eu que sou irmão, uma pessoa da família, não consigo ver o inquérito, imagine quem não é, como a advogada? A justificativa da delegada é que o processo envolve muitas pessoas, e que ela não deveria nos deixar a par do inquérito como um todo”, disse.

A assessoria da Polícia Civil informou em nota que o inquérito foi concluído com indicativo de autoria e está sendo encaminhado à Justiça. Não foi informada a identidade da pessoa apontada como autora do crime. O documento ainda diz que a 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central) segue com as investigações e permanece à disposição da família para qualquer esclarecimento.

Pedro mora em São Paulo e os pais dele e de Jerrian na cidade de Seabra, região da Chapada Diamantina. Depois da morte do irmão, ele conta que a família tem procurado estar cada vez mais junto. “A gente tem procurado mais momentos para estar juntos, porque nossa família mora em lugares diferentes. Tentamos falar menos sobre ele, não expor muitas coisas na redes sociais. Meu pai é mais quieto, mas minha mãe está bastante descrente de uma solução para o caso. Na visão dela, a Justiça não está andando”, avaliou Pedro. Jornal da Chapada com informações do G1BA.

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