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#Polêmica: Moro teria chorado ao saber que seria demitido e prometeu mudar de comportamento

No dia em que soube que seria demitido por Bolsonaro, Moro ficou atônito, lacrimejou e pediu uma segunda chance.

No dia em que foi avisado por um dos ministros militares que seria demitido por Bolsonaro, Moro ficou atordoado. Calou-se por uns minutos, ficou olhando para o alto, como se tivesse perdido o chão, e ao voltar a encarar o interlocutor, lacrimejava. A história foi revelada por um deputado do PSL para uma fonte do blogueiro ainda no ano passado. Como eram poucos os elementos para publicá-la, o blogueiro silenciou. Apenas tratou da crise e da provável demissão nas lives que faz todos os dias no Canal da Fórum.

Com a revelação da história da demissão no livro Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos, de Thais Oyama, decidiu que valia a pena contá-la aqui. O interlocutor confirmou, depois de nova consulta do blogueiro, que quando o deputado lhe disse isso, gabava-se de ter ajudado como bombeiro para que o fato não se consumasse. Mas que fazia questão de salientar que teria feito isso não por gostar de Moro, mas porque muitos avaliavam que a queda dele poderia derrubar o próprio Bolsonaro.

A história, porém, não se encerra aqui. A mesma fonte dizia que nesta conversa, após discretamente enxugar os olhos, Moro pediu uma segunda chance. Usando exatamente este termo. E disse que se o presidente lhe permitisse, mudaria o comportamento. Ao ser informado do pedido de segunda chance de Moro, isso tudo no final de agosto, Bolsonaro fez chegar ao ministro que queria demonstrações públicas.

A senha para o novo pacto teria vindo numa foto publicada no Twitter de Moro no dia 25 de agosto. Moro, de soldado, desfilando em Curitiba com arma em punho. Para confirmar se de fato houve uma mudança de comportamento de Moro a partir do final de agosto, momento em que ele foi quase demitido, Fórum solicitou ao pesquisador de redes, Antonio Arles, que produzisse um estudo separando os tweets de Moro do dia 20 de maio a 20 de agosto (90 dias antes da crise) e fizesse o mesmo de 20 de agosto até 20 novembro (90 dias após) para ver quais foram as palavras mais usadas pelo ministro nesses dois períodos. As informações foram extraídas do site da Revista Fórum.

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