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#Brasil: Operação ‘Juno Moneta’ prende dois empresários ligados ao MBL por lavagem de dinheiro; movimento nega envolvimento

Sede do MBL foi alvo de buscas; Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso foram presos em operação na manhã desta sexta.

Foram presos nesta sexta-feira (10) dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), em São Paulo, em uma investigação de um esquema milionário de lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. A operação chamada de ‘Juno Moneta’ faz referência ao antigo templo romano onde as moedas romanas eram cunhadas. O MBL nega relação com os presos. A operação é realizada em parceria com a Polícia Civil e a Receita Federal.

De acordo com o Ministério Público, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como ‘Luciano Ayan’) são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão afirma que a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de R$400 milhões em impostos federais. A sede do movimento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, foi alvo de buscas.

No entanto, o MP não esclarece a relação da suposta lavagem de dinheiro praticada pelos presos com a dívida de R$400 milhões do criador do movimento. “As evidências já obtidas indicam que estes envolvidos, entre outros, construíram efetiva blindagem patrimonial composta por um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos [são uma representação digital de valores transacionados, como as criptomoedas], e interpostas pessoas”, diz nota do Ministério Público.

Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto nunca foram membros do movimento e diz que as atividades empresarias e familiares dos fundadores do MBL são anteriores ao próprio movimento e não possuem qualquer vinculação. No entanto, em 2018, o convite de uma aula pública com ‘Luciano Ayan’, nome fictício de Carlos, aparece em um folder com o nome do MBL.

Os presos vão ficar detidos no 2º DP, do Bom Retiro, Centro de São Paulo. Cerca de 35 policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) e 16 viaturas participam da operação. Veja toda a matéria na íntegra acessando aqui.

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