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#Vídeo: Bolsonaro fica transtornado com instalação da ‘CPI do Genocídio’; veja a avaliação de Josias de Souza

“Fora de si, o presidente voltou a exibir o que tem por dentro. Não é boa coisa. As manifestações do inquilino do Planalto oferecem ao país um espetáculo de rara falta de compostura”, diz Josias Souza.

Josias de Souza, jornalista e colunista do portal de notícias UOL, publicou na última terça-feira (13) sua opinião sobre o comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) frente à nova CPI do Genocídio’, que irá investigar ações e omissões da gestão do atual presidente na pandemia e a aplicação de verbas federais repassadas aos estados. Debruçado em duras críticas e ironias, o colunista aponta, que em matéria de pandemia, isso inclui concordar com a tese segundo a qual investigar o governo federal numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é quase um crime de lesa pátria, pois o Brasil “está dando o exemplo” no combate ao coronavírus.

Em seu artigo de opinião, Josias aponta que a experiência da primeira CPI deixou Bolsonaro transtornado. “Fora de si, o presidente voltou a exibir o que tem por dentro. Não é boa coisa. As manifestações do inquilino do Planalto oferecem ao país um espetáculo de rara falta de compostura”. Em sua análise, Josias revela que “num intervalo de menos de uma semana, Bolsonaro insultou excelências do Judiciário, do Legislativo e do estado que fornece oito em cada dez doses de vacinas anti-covid espetadas nos braços dos brasileiros”.

Irritado com o processo de investigação, Bolsonaro declarou que o ministro Luís Roberto Barroso é um sujeito que “não tem moral” e faz “politicalha” no Supremo Tribunal Federal (STF). Chamou de “pilantra” o governador João Doria (PSDB), de São Paulo. Tachou de “canalhada” os signatários do requerimento de convocação da ‘CPI do Genocídio’. E ameaçou “sair na porrada” com o autor do pedido de CPI, o senador Randolfe Rodrigues, a quem chamou de “bosta”, segundo o texto do colunista.

Faz duras críticas sobre ação da Polícia Federal, a banalização do uso da Lei de Segurança Nacional em processos contra supostos ofensores da honra presidencial, além de mostrar ferramenta da ditadura para um sociólogo e um empresário do Tocantins, que compararam Bolsonaro a um ‘pequi roído’. “Gravíssimas ofensas ao monarca e à segurança do reino! Coisa digna de processo”, satiriza Josias de Souza.

Ainda frisa que o seus defensores igualam o “presidente a seres inimputáveis como as crianças e os índios isolados”. “Ah, é apenas mais uma do Bolsonaro… A inação estimula a reincidência. Com seu linguajar de sarjeta, o presidente fornece material para a atuação da sua milícia virtual das redes sociais”, continua.

Josias ainda afirma que Bolsonaro considera-se perseguido pela imprensa, por um pedaço do Congresso e pelo STF. “Embora seja falsa, a versão do complô vem sendo digerida como se fosse a mais conveniente para o país. A essa altura, muita gente acha que é mais reconfortante enxergar Bolsonaro como vítima e uma conspiração de jornalistas inescrupulosos, parlamentares insensatos e magistrados venais para converter um presidente modelo num gestor desastroso”, diz.

“A alternativa seria o país admitir que trata com uma condescendência inédita a pretensão de um presidente precário, com aparência de ‘pequi roído’, de ser tratado como um mito, que só deve prestar contas à sua própria noção de superioridade, não a uma cepêizinha qualquer”, finaliza Josias na coluna de opinião do UOL Notícias.

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