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#Brasil: Veja as dúvidas mais comuns das mulheres sobre cirurgia no tratamento ao câncer da mama

A campanha Outubro Rosa apoia as atividades do Programa Nacional de Controle do Câncer e sensibiliza toda a sociedade no controle do câncer de mama, relembrando que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença, além de tirar dúvidas sobre o câncer e seu tratamento.

O mês de outubro chega para alertar que a prevenção ao tipo de câncer mais comum entre as mulheres brasileiras deve ser feita durante todo o ano. A campanha Outubro Rosa apoia as atividades do Programa Nacional de Controle do Câncer e sensibiliza toda a sociedade no controle do câncer de mama, relembrando que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença, além de tirar dúvidas sobre o câncer e seu tratamento. Veja as perguntas mais frequentes sobre cirurgia no tratamento do câncer da mama.

O tratamento do câncer da mama pode ser só a cirurgia?
Apesar da cirurgia ser um componente fundamental do tratamento do câncer da mama, só em alguns casos particulares é a única abordagem utilizada.

As opções de tratamento disponíveis além da cirurgia são a quimioterapia, a radioterapia e a hormonoterapia. O tratamento inclui, quase sempre, uma combinação destas opções, que se adequa a cada caso, após correto diagnóstico, estadiamento e discussão em consulta multidisciplinar.

É sempre necessário fazer uma mastectomia (cirurgia para remoção completa da mama)?
Não. Desde o início dos anos 80 que está demonstrado que os resultados da mastectomia são equivalentes aos da cirurgia conservadora – cirurgia em que é removido apenas o tumor, conservando a mama restante – seguida de radioterapia. Ou seja, é possível conservar a mama e fazer apenas uma tumorectomia- cirurgia de remoção do tumor- se a seguir se fizer radioterapia.

No entanto, há várias situações em que se mantém a indicação para mastectomia (envolvimento da pele, tumor inflamatório, carcinoma in situ de grandes dimensões ou relação mama/tumor desfavorável).

É possível fazer logo a reconstrução?
Sim. É possível fazer técnicas de reconstrução mamária no mesmo tempo em que é realizada a cirurgia oncológica – cirurgia oncoplástica. Quando falamos de técnicas de reconstrução, incluímos técnicas mais simples para permitir um remodelamento da mama quando esta é conservada ou técnicas mais avançadas com utilização de expansores, próteses e retalhos para substituir a mama quando esta tem que ser removida. Por vezes é indicado fazer uma cirurgia à mama do outro lado para que possa haver simetria.

Há sempre remoção de gânglios da axila desse lado?
Quase sempre. A axila é a 1ª localização para onde vão as metástases- que são lesões com origem no tumor mas que aparecem em órgãos diferente e à distância. Por vezes no momento do diagnóstico já há gânglios envolvidos e neste caso devem ser removidos. Quando não há gânglios suspeitos após a investigação inicial faz-se uma biopsia do gânglio sentinela.

Esta técnica identifica o 1º gânglio a receber a drenagem linfática do tumor e por isso aquele em que é mais provável haver metástases; é utilizada para permitir um adequado estadiamento e decidir tratamentos que complementam a cirurgia e que têm como objetivo alcançar a cura/remissão completa e douradora da doença, como a quimioterapia.

A recuperação pós operatória é complicada?
Na maioria dos casos a recuperação após cirurgia da mama não é complicada. O internamento é habitualmente curto (1-3 dias) e a dor facilmente controlada com analgesia. Claro que a rapidez da recuperação depende da extensão da cirurgia e das técnicas reconstrutivas utilizadas.

É comum ficarem drenos que permanecem alguns dias e haver necessidade de realização de pensos durante pelo menos 15 dias. Durante este tempo é recomendada a atividade física moderada sem esforços. Com informações do Informe Baiano.

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