Todo dia 2 de fevereiro, em Salvador, ocorre a festa em homenagem a Iemanjá, considerada a rainha do mar. Nessa homenagem, as pessoas, trajadas de branco, realizam uma procissão até o templo de Iemanjá, na praia do Rio de Vermelho, onde deixam os presentes que vão encher os barcos que os levam para o mar.
Com isso, o contador de história baiano, Ivan Mesquita, publicou um vídeo para relembrar a história da rainha do mar. A publicação já conta com mais de 55 mil visualizações no Instagram.
Segundo o contador, filha de Olokum, Iemanjá carregava, desde pequena, um pote com uma poção que o pai lhe deu para casos de perigo. A rainha do mar foi casada com Oduduá, com quem teve dez filhos orixás.
Em razão da amamentação, seus seios ficaram enormes. Após se cansar de morar na cidade, ela foi rumo ao Oeste e se casou com o rei Okerê, por quem se apaixonou.
Envergonhada por conta dos seus seios, ela pediu para que Okerê não a ridicularizasse por conta disso. Apesar de ter dito que não faria, o seu esposo um dia embriagou-se e começou a ofender a esposa que, por sua vez, fugiu.
Nessa fuga, a poção do pote fez com que ela se transformasse em um rio, cujo leito seguia em direção ao mar. Okerê não queria perder a esposa, se transformou em uma montanha para barrar o curso das águas.
Iemanjá pediu ajuda ao seu filho, Xangô e ele com um raio, partiu a montanha no meio. Assim, o rio seguiu para o oceano, hoje onde ela protege pescadores e a vida marinha.
Jornal da Chapada















































