Por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-deputado federal e pré-candidato ao Governo da Bahia José Carlos Aleluia (Novo) voltou a criticar o avanço do crime organizado no estado e atribuiu à má gestão do PT o cenário de insegurança que afeta a população baiana.
Ao comentar denúncias registradas em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, Aleluia citou a atuação de grupos criminosos que estariam impondo o uso de serviços clandestinos de internet em condomínios residenciais, após ameaças a trabalhadores e sabotagem deliberada da infraestrutura das operadoras. Segundo relatos divulgados por moradores, empresas suspenderam o atendimento por falta de condições mínimas de segurança para seus funcionários.
“Na semana passada, aqui na Bahia, uma organização criminosa cortou cabos de comunicação de um condomínio e passou a exigir que os moradores paguem pelo serviço do crime. Enquanto vivemos dominados pela violência, na política baiana só se fala em disputas internas e ninguém quer investigar escândalos que envolvem o sistema financeiro, como os casos do Credcesta e do Banco Master”, afirmou.
Para o pré-candidato, episódios como esse revelam a dificuldade do governo estadual em manter o controle sobre áreas dominadas pelo crime, com reflexos diretos na rotina da população e na atividade econômica. Ele destacou que a escalada da violência tem atingido não apenas civis, mas também agentes de segurança pública.
Aleluia citou a morte do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, de 42 anos, baleado na cabeça durante um confronto armado na entrada do bairro Vale das Pedrinhas, em Salvador, na madrugada desta terça-feira (3). O policial chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia Militar, ao menos três trocas de tiros foram registradas nas primeiras horas do dia, e quatro suspeitos também morreram durante as ações.
Aleluia também criticou o que classificou como falta de prioridade da gestão estadual diante da crise na segurança pública. “Quando técnicos de internet são ameaçados ou assassinados, e quando um policial militar perde a vida em confronto, isso mostra que o Estado deixou de cumprir sua função básica. O que passa a imperar é a soberania e a democracia do crime. Segurança pública não é discurso. É retomada de território, é presença firme do Estado, para que o crime não crie raízes”, disse.
O pré-candidato afirmou ainda que o silêncio de parte das lideranças políticas do estado e dos parlamentares baianos contribui para o agravamento do cenário. Para ele, segurança pública precisa voltar ao centro do debate político na Bahia. “Enquanto em outras regiões do país se discute desenvolvimento e liberdade econômica, aqui ainda convivemos com a lei da força. É por isso que sou pré-candidato ao Governo da Bahia: porque me recuso a aceitar um estado dominado pelo crime e pela omissão”, concluiu.




















































