Mais de 9,3 mil pessoas vivem atualmente em áreas de risco geológico no município de Jacobina, localizado no Piemonte da Chapada Diamantina. A informação consta em um mapeamento recente realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que também indica um aumento de cerca de 15% no número de moradores em situação de vulnerabilidade em comparação com o primeiro levantamento feito na cidade, em 2014.
De acordo com o estudo, aproximadamente 10% da população local — estimada em 82,6 mil habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — está exposta a riscos classificados como alto e muito alto. Entre os principais problemas apontados estão quedas de blocos, deslizamentos de terra e inundações.
O levantamento identificou 20 áreas de risco em Jacobina, sendo 15 classificadas como de risco alto e cinco como de risco muito alto. A maior concentração de moradores em situação de vulnerabilidade está às margens do rio Itapecuruzinho, onde vivem cerca de 2,7 mil pessoas.
No centro da cidade, nas proximidades do rio Itapecuru Mirim, mais de 1,9 mil habitantes residem em áreas suscetíveis a processos geológicos. Também foram mapeados riscos nos bairros Bananeira, Leader, Grotinha, Alto do Santo Antônio, Serrinha, Peru, Cocho de Fora, Mundo Novo e nas margens do rio Catuaba.
Apesar de o número de áreas de risco ter diminuído de 22 para 20 desde 2014, em razão da atenuação do grau de risco em alguns pontos e de mudanças na metodologia aplicada, o total de pessoas vivendo nessas áreas aumentou. Diante desse cenário, o SGB destaca a importância da revisão contínua do mapeamento e da adoção de políticas de ordenamento territorial voltadas à prevenção de desastres.
O órgão também ressalta a necessidade de fiscalização, conscientização da população e direcionamento de investimentos públicos com o objetivo de reduzir vulnerabilidades e ampliar a segurança urbana no município.
Jornal da Chapada

















































