O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou nesta quinta-feira (5) a terceira fase da operação “Premium Mandatum”, com atuação no município de Petrolina (PE), contra integrantes de uma organização criminosa com presença em Senhor do Bonfim e no norte da Bahia. Durante a ação, um líder regional ligado ao Comando Vermelho foi preso. Ele era considerado foragido, com mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, e também foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas.
Foram apreendidas quatro armas, entre espingardas e pistolas, além de munições e um telefone celular.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim, com apoio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga). As medidas foram determinadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim.
Os alvos desta fase não haviam sido localizados na etapa anterior da operação, quando foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas cidades baianas de Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de alvos em Santa Catarina. Na ocasião, os investigados exerciam funções estratégicas na hierarquia do grupo, atuando como líderes, gerentes e facilitadores do esquema criminoso.
Segundo o MPBA, as duas primeiras fases da operação resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao setor financeiro do grupo e no bloqueio judicial de R$ 44 milhões.
As investigações apontam que a facção possui uma estrutura hierárquica definida, com um comando estratégico que emitia ordens de dentro do sistema prisional. Um dos líderes, mesmo encarcerado, teria determinado a execução de homicídios e coordenado a logística do tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.
Ainda de acordo com o MPBA, familiares participavam conscientemente do esquema como facilitadores, cedendo contas bancárias para pulverizar valores e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Para o Ministério Público, a terceira fase da operação é considerada fundamental para desmantelar a cadeia de comando e interromper o fluxo de recursos que financiava atividades criminosas, como tráfico de drogas, homicídios e comércio de armas. O material apreendido deverá subsidiar a produção de novas provas para desarticular a rede de lavagem de dinheiro e responsabilizar os envolvidos. Com informações de assessoria.






















































