Um grupo de trilheiros viveu momentos de tensão e surpresa ao presenciar o fenômeno conhecido como cabeça d’água durante uma visita à Cachoeira da Fumaça, em Palmeiras. O aumento repentino do volume e da força da água foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, mostrando a mudança rápida das condições naturais no local.
De acordo com relatos, os visitantes chegaram a ficar ilhados por cerca de uma hora até que o nível da água estabilizasse, permitindo a retomada do percurso com segurança. Apesar do susto, não houve feridos, e o episódio reforçou os cuidados necessários em trilhas, sobretudo em períodos de instabilidade climática.
As chuvas registradas ao longo da semana na região contribuíram para o aumento do fluxo hídrico da queda, criando condições propícias para o fenômeno. Especialistas em atividades de aventura costumam alertar que, em ambientes de cânions e cachoeiras, o volume de água pode se alterar rapidamente mesmo sem chuva no ponto exato da trilha, devido à precipitação em áreas mais altas.
Localizada no Vale do Capão, no município de Palmeiras, a Cachoeira da Fumaça é considerada uma das maiores quedas d’água do Brasil, com cerca de 340 metros de altura. O cenário é marcado por paredões rochosos imponentes e pela névoa formada pela força da água, que dá nome ao atrativo e compõe uma das paisagens mais emblemáticas do ecoturismo baiano.
O acesso ao mirante é feito por uma trilha de aproximadamente 12 quilômetros, ida e volta, que inclui um trecho inicial de subida íngreme e exige preparo físico. Por esse motivo, a presença de guias experientes é recomendada, já que esses profissionais auxiliam na orientação, na avaliação das condições climáticas e na adoção de medidas de segurança ao longo do trajeto.
O episódio vivido pelos trilheiros evidencia a força e a imprevisibilidade dos ambientes naturais, além de destacar a importância do planejamento e do respeito às orientações de segurança. Em regiões como a Chapada Diamantina, onde as paisagens mudam rapidamente com o regime de chuvas, a prevenção e o acompanhamento adequado são fundamentais para garantir experiências seguras em meio à natureza.
Jornal da Chapada


















































